Na quarta-feira, 28 de maio 2014, no Centro Coreográfico da Cidade do Rio, em um encontro sobre a criação através do pensamento “bricolage” com a coreógrafa Isabella Duvivier, se apresentará:  CROSSOVER – Meditações* do corpo cultural –, um processo performático de Carlos Maria Romero em colaboração com Rafael Perez Evans, Iury Trannin e Michel Hart.  Sobre o trabalho, Carlos Maria Romero escreve: Sempre tive uma fascinação pelo modo como as bichas se movem. Desde 2012, através de colaborações com vários artistas visuais e cênicos, fez-se central, para mim, a curiosidade sobre o modo de olhar para *s maricas (queers) e aquilo que compõe os seus corpos. Crossover é, na Colômbia, um tipo de festa popular na qual se misturam estilos de música diferentes. Aproprio-me desta “operação curatorial” para entrelaçar dança, som e poemas. A poesia é apresentada aqui como um lugar de transgressão gramatical e racional com efeito de uma re-configuração semântica, e me conecta com essas maneiras de se mover e estar. O som reivindica, também, um lugar para destruir e transformar o reconhecível: uma gagueira, um balbucio, o barulho de passos, uma insinuação silenciada ou uma impossibilidade de vocalizar uma emoção excedida. Por meio de uma situação de imersão, proponho perguntas sobre gênero em uma pesquisa acerca daquilo que é identificável, relacionando-as ao movimento dos corpos – tanto os que se encaixam em algum “gênero”, quando as “bichas” que, para mim, se encontram em um estado intersticial, tanto reconhecível quanto indeterminado. Assim, procuro defini-los, ali, como “corpos culturais” que se recompõem também através das ações da arte.  *Obviamente não quero ter a última palavra sobre o tema, por tanto deixo o projeto aberto e, para cada apresentação, trabalho com colaboradores locais.   —-  Carlos Maria Romero é um live artist, coreógrafo e curador de performances artísticas. Sua obra multidisciplinar e contribuições com outros criativos foram apresentadas pela Europa e Americas em eventos que aconteceram em espaços domésticos, teatros, festas, lugares pouco convencionais, galerias, feiras de arte e museus como : Galeria Santa Fé, Museu de Arte Moderna de Bogotá, Fonderie Darling em Montreal, Arco Madrid, Abrons Art Center em Nova York, Turner Contemporary, The Tanks/ TATE e Senrpentine Gallery em Londres. Estudou Política e Relações Internacionais, Dança e Coreografia; mestrado interdisciplinar em live arts e teatro na Universidade Nacional da Colômbia.  Rafael Perez Evans é um artista multidisciplinar hispano-galês. Estudou artes plásticas na Goldsmith University em Londres. Documentou e viveu em uma comunidade queer em Tennessee nos EUA, depois viveu no México onde fundou a oficina Romita 26 e dançou Butoh com Diego Piñon. Atualmente vive em uma floresta brasileira onde organiza uma residência artística e de permacultura  www.altoresidency.com.  No seu trabalho investiga e expande noções de imagem, política do gênero, e paisagem através da fotografia, dança, instalações, vídeos e suas viagens. Suas fotos foram publicadas em revistas como: Harper´s Bazaar, Dazed and Confused, Showstudio, Neo2, Oyster e Frieze.  www.rafaelperezevans.com   Iury Trannin é um designer carioca que estudou na Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Seu trabalho abrange técnicas de desenvolvimento de estampas, jóias, experiências com styling e na direção de vídeos. Atualmente desenvolve acessórios com a designer Fernanda Rebello sob o nome ODE, onde coloca em prática o experimento com materiais improváveis para a criação de objetos para a marca e outras parcerias. www.ooddee.tumblr.com   Michael Hart é um artista cênico, fotógrafo e agente cultural. Nos últimos cinco anos viajou pela Europa, América do Sul e Eua produzindo o trabalho do coreógrafo Trajal Harrelll e desde 2013 também Crossover de Carlos Maria Romero.  www.paywhatyoucanart.com   —-  Many thanks to Isabella Duvivier, Ligia Tourihno, all the team from Centro Coreográfico da Cidade de Rio de Janeiro, Maykson Sousa, Fernanda Nogueira, Cau Fonseca, Sam Causer, Xenia Bergman and Roberto, Iury Trannin, Rafael Perez Evans and Michael Hart.  —-  Photos: Michael Hart
       
     
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 29 de Junio, 2012, Galería Santa Fe, IDARTES - Instituto Distrital de las Artes, Gerencia de Artes Plásticas y Visuales, Bogotá  Performances en vivo de Carlos Maria Romero y Nadia Granados, artistas ganadores de Residencias en Canada.  Crossover - Meditaciones del cuerpo cultural se presentó con la colaboración de Alejandro Valderrama, Manuel Barrios y Sam Causer.  Photos: Martin Camacho  More photos:  http://salivastring.tumblr.com/post/103626967521
       
     
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   Segundo Ciclo de   exposición de artistas residentes 2011     27 de junio al 28 de julio de 2012    Galería Santa Fe - sede temporal, cra 16 # 39 – 82, esquina       La Galería ofrece durante el mes de julio un segundo ciclo de exposición de proyectos ganadores de residencias artísticas 2011. Los artistas premiados muestran sus procesos artísticos y experiencias llevadas a cabo durante las residencias internacionales en Canadá, Bolivia y Ecuador, y en la ciudad de Medellín.    Dentro de este ciclo se podrán ver, para empezar, tres proyectos becarios del programa de estancia corta   en el estado de Quebec, Canada para artistas de performance  : Nadia Granados, Juan Pablo Beltrán y Carlos María Romero, cada uno con una propuesta particular de trabajo desde las artes vivas y el cuerpo. Igualmente, estará con nosotros Alejandro Araque, con un proyecto de creación-investigación audiovisual comunitaria en un barrio de Quito, y Carolina Chacón, con su proyecto participante en el MDE11 en Medellín.         CROSSOVER .  Meditaciones sobre el cuerpo cultural      Carlos Maria Romero     Proyecto ganador de Estancia corta en Chicoutimi-Quebec, Canadá     El artista adopta el anglicismo  crossover  para presentar un acercamiento entre danza, sonido y poesía de manera performática. Su proyecto introduce a la audiencia en un cuestionario sobre genero, en una investigación sobre lo identificable de un ser marica ( queer ) en términos de movimiento. Maria R. afirma que este ser se encuentra en un intersticio, en un estado reconocible e indefinido al mismo tiempo. Él lo considera un “cuerpo cultural”, que se re-compone durante la acción de arte.     El trabajo coreográfico de Maria Romero aparece a través de acciones, experiencias y dispositivos cargados poéticamente. Sus performances procuran seducir al público a involucrarse, retando y transformando las relaciones que tiene con el arte, y de esta manera re-formando su percepción. En su residencia durante mayo en Canadá, el artista desarrolló el proyecto en colaboración con artistas locales, expandiéndolo a cuatro nuevas instancias adaptadas para espacios específicos. Maria R. presentará el 28 de julio, en colaboración con un artista local, un quinto desarrollo de  Crossover . Además, su exposición exhibe materiales de registro audiovisual, objetos y textos instalados que dan cuenta del proceso de residencia.      Photos: CAMO   More Photos:  http://salivastring.tumblr.com/post/103628573411/photos-camo-segundo-ciclo-de-exposicion-de
       
     
       
     
   Carlos Motta  and Matthias Sperling: The Movers   The Tanks  Tate Modern  Saturday 2 February 2013, 16.30  Part of the series   Charming for the Revolution: A Congress for Gender Talents and Wildness    The Movers was a 20-minute performance commissioned by  Electra  and  Tate Modern  and conceived in collaboration between Carlos Motta and choreographer Matthias Sperling.  The work attends to movement as a means of exploring the connections between collective politics and a sense of the individual. Based on a choreographic score of performative tasks that engage thirteen performers in individual decision-making processes,  The Movers  abstractly asks how self-determination is both a deeply personal project and continuously negotiated in relation to others.  Featuring: Ingo Andersson – Wotever World, Jason Barker, Dan Daw, Simon Foxall, Fred Gehrig, Nia Hughes, Helka Kaski, Huai-Chih Liang, Vicky Malin, Malinda Mukuma,  Carlos Maria Romero , Mickel Smithen & Ebony Rose Dark.  Photos by Christa Holka.  More photos:  http://salivastring.tumblr.com/post/103778050866/charming-for-the-revolution-a-congress-for-gender  +  http://salivastring.tumblr.com/post/103778726801/charming-for-the-revolution-a-congress-for-gender   —-  The Movers was part of   Charming for the Revolution: A Congress for Gender Talents and Wildness  at  The Tanks, Tate Modern, London, on February 1 and 2, 2013    Gender Talents: A Special Address  presented an international group of thinkers, activists, and artists in a symposium that used the proposition or manifesto as a structuring device and starting point for discussion. These ‘special addresses’ explored models and strategies that transform the ways in which society perversely defines and regulates bodies. The event asked what is at stake when collapsing, inverting or abandoning the gender binary. Here the relation between self-determination and solidarity in processes of systemic change form the foundation of a pragmatic exploration of ways of being ungoverned by normative gender.   Charming for the Revolution  is an experimental congress who seek to unpick underpinning, questions of contemporary sexual and gender politics; exploring strategies that divert and destabilise normative gender and its representations. The series of events gathers major international figures who explore radical expressions of sexuality and gender. Their work invokes what Kathy Acker called the ‘languages of wonder, not of judgment’ to imagine new paths to liberation and social justice. This constellation of events at Tate Modern will highlight a range of positions, representations and manifestos to assess and debate an exciting, emerging field of shifting identities, active communities and political dreams.  The series of events features films, performance and a major international symposium and brings together the UK premiere of Wu Tsang’s award-winning film  Wildness  (2012), followed by  Breakdown (2013) a new performance by Tsang in collaboration with Kelela and Ashland Mines; a symposium convened by Carlos Motta with Xabier Arakistain, Esben Esther Pirelli Benestad, Giuseppe Campuzano, J. Jack Halberstam, Beatriz Preciado, Dean Spade, Terre Thaemlitz, Wu Tsang, Del LaGrace Volcano and Campbell X; a performance by Carlos Motta and Matthias Sperling; and a screening of works by Pauline Boudry/Renate Lorenz.  Download the  Charming for the Revolution  program, which includes the schedule, program notes and presenters’ bios for  Gender Talents: A Special Address   here
       
     
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 Photo by Pablo Leon De La Barra
       
     
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 PLACE PUBLIQUE: PERFORMANCES BOGOTÁ-SAGUENAY   This year again, the Darling Foundry takes control of Ottawa street with its events series PLACE PUBLIQUE!  This Thursday May 10th of 2012 Darling Foundry joins forces with artist-run center Le Lobe (Chicoutimi) and presents performances by Colombian artists in residency at Le Lobe.  This initiative is made possible by the collaboration of public instances such as the Bogotá city hall (IDARTES), l’Université du Québec à Chicoutimi, artist-run center Le Lobe and the Darling Foundry. Coordination by Constanza Suarez Camelo.  Featuring:   CARLOS MARIA  Carlos Maria continues to develop his project CROSSOVER. Mediations on the cultural body. The artist temporarily uses the term « crossover » to represent the fusion of dance, music and poetry from a performative perspective. Through arrangements linking styles, rhythmic elements and expressions which normally don’t belong together, the artist introduces the audience to questions of gender, a research on what is identifiable, in regards to the movement of the « queer » being. The artist states that this being is found in an interstitial state, both recognizable and undefined. He considers it as a « cultural body » to be re-figured through art-action. For each incarnation of the project, Carlos Maria calls out for local collaborators. This performance is made in collaboration with  Ali El-Darsa .  The performance will be presented in dialogue with the installation  Beacon  by  Abbas Akhavan    The performances start at 7pm and IT’S FREE!  Fonderie Darling  745 Ottawa, métro Square-Victoria      Photos: Cecile Gualde, Adam Wanderer  More Photos:  http://salivastring.tumblr.com/post/103770338416/place-publique-performances-bogota-saguenay  +  http://salivastring.tumblr.com/post/103770742361/place-publique-performances-bogota-saguenay  +  http://salivastring.tumblr.com/post/103771278076/place-publique-performances-bogota-saguenay  
       
     
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  EL OTRO EN DESAFIO. Encuentro Internacional de Creadores y Pensadores en Artes Visuales y Nuevos Medios desde la Periferia   El Grupo de Investigación Feliza Bursztyn: Redes, Arte, Cultura de la Universidad del Atlántico organiza , con el apoyo del Departamento Administrativo de Ciencia, Tecnología e Innovación (COLCIENCIAS), la Vicerrectoría de Investigación, Extensión y Proyección Social, la Facultad de Bellas Artes y la Consejería Cultural de la Embajada de España en Colombia, del 21 al 23 de noviembre, en el Centro Cultural La Española de CAJACOPI, en Barranquilla. El evento se constituye en uno de los primeros en el Caribe, en abordar el debate sobre la otredad desde la investigación creación en el campo de las prácticas artísticas contemporáneas.  El Otro en Desafío es un encuentro de carácter interdisciplinar que parte de las artes visuales en la confluencia de pensadores/as y creadores/as teniendo en cuenta las repercusiones de las redes sociales y las nuevas tecnologías en el ámbito de la vida privada y de la forma que tienen de interrelacionarse las individualidades en la comprensión del Otro.   Las secciones temáticas a   través de las cuales se   orientarán las discusiones   durante tres días son: El   Otro vigilado (El poder sobre   el otro y el control de los   significados panoptismo/  Foucault, nuevas formas de   control social); De lo   privado en lo público (Lo   personal como político); y Art  e y Parte (artivismo,   manifestaciones sociales,   masa crítica, flashmobs, etc).   INVITADAS E INVITADOS ESPECIALES   Rolf Abderhalden (Colombia)  Liliana Angulo (Colombia - USA)  Ricardo Arcos Palma (Colombia)  Lucrezia Cippitelli (Italia)  Alexandra Gelis (Colombia - Canadá)  Nadia Granados (Colombia)   Federico Guzmán (España)  Andrés Isaac Santana (Cuba – España)  Carlos María Romero (Colombia)   http://www.uniatlantico.edu.co/uatlantico/eventos/el-otro-en-desaf-o-encuentro-internacional-de-creadores   ---  Como preparación para este evento se llevó a cabo un Laboratorio/ taller de exploración llamado MARICONERÍA Subversión en movimiento, sobre las posibilidades poéticas de lo marica, con Ruvén Suárez, Carlos Donado, Margaret Carrillo, Angélica Tampo y Andrea Cotamo, 4 artistas estudiantes de la universidad organizadora.   —-  Photos: Demis Pinedo y Ruvén Suárez Urariyú  More photos:  http://salivastring.tumblr.com/post/105822939431/el-otro-en-desafio-encuentro-internacional-de  +  http://salivastring.tumblr.com/post/105824505036/el-otro-en-desafio-encuentro-internacional-de  +  http://salivastring.tumblr.com/post/105825437151/el-otro-en-desafio-encuentro-internacional-de  +  http://salivastring.tumblr.com/post/105828392021/el-otro-en-desafio-encuentro-internacional-de
       
     
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  Turner Contemporary Gallery    Late Night Live: Walk   Performance  30 March 2012  6 - 10pm Throughout the whole gallery Free  Join us for our monthly Late Night Live event, when the gallery stays open until 10pm.  For one weekend, Siobhan Davies Dance presents live performances, sound and film works from ROTOR, an exhibition inspired by walking in a circle.  Starting with Late Night Live: Walk from 6 - 10pm on Friday 30 March, Siobhan Davies, EV Crowe and Matteo Fargion present film and performance works.  Late Night Live: Walk, Friday 30 March 6 - 10pm  Siobhan Davies Dance are joined by artists, choreographers and dancers who are inspired by the act of walking.  Artists and performances:    Choreographer Carlos Maria and dance artist  William Collins     Crossover   This ‘walking performance’ happens at sporadic moments throughout the four hour event. Experienced by chance by visitors, the performance can appear and disappear, pause, stand by, freeze, accelerate, slow down, relate or not to the people close to it. The walking will be a free action that won’t tell a story, represent anything, will not be attached to transporting a body, but will render a repetitive movement that shapes, misshapes or reshapes the body and its perception.  Event timings, Friday 30 March:  The Score by Siobhan Davies (film)  6.10 - 6.30pm / 6.40 - 7pm / 7.10 - 7.30pm / 7.40 - 8pm / 8.10 - 8.30pm  Live Feed by EV Crowe (live performance) 6.30pm / 7.00pm / 7.30pm / 8.00pm /8.30pm / 9pm  Crossover (performance) by Carlos Maria and William Collins Regular slots 6 - 10pm  Rut Blees Luxemberg talk 7 - 8pm  The traveller walking walking walking through… (sound poem) 8.30 - 9pm    http://www.turnercontemporary.org/whats-on/00000000286/late-night-live-walk   In the frame of the exhibitios Hamish Fulton: Walk and J.M.W. Turner and the Elements   http://www.turnercontemporary.org/exhibitions/hamish-fulton  +  http://www.turnercontemporary.org/exhibitions/turner-and-the-elements      Photos of the event by  Alastair Fyfe   More photos:  http://salivastring.tumblr.com/post/103775457156/turner-contemporary-gallery-late-night-live  +  http://salivastring.tumblr.com/post/103774129396/turner-contemporary-gallery-late-night-live
       
     
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 zürich moves! festival for dance and performance presents XOVER by Carlos Maria Romero & Helio Reguera & Michael Hart at  Réunion , on Monday 16th March at 20h [Swiss Premier / Free Entrance].  Wie bewegen sich Homos? Diese Frage treibt Carlos Maria Romero um. In Crossover ergründet sie die Sprache queerer Körper. Derjenigen Körper also, welche in kein Geschlechterschema passen, welche sich in einem Zwischenzustand befinden und sowohl unterscheidbar wie auch undefinierbar sind. Gemeinsam mit verschiedenen Künstlern erfindet sie in jeder Performance das kulturelle Wesen von Aktion neu - ganz nah am Publikum.   www.tanzhaus-zuerich.ch/projekte/crossover       About the artists:  Michael Hart (New Orleans/ New York) is a performer, photographer, curator and producer. In the last 5 years he has travelled between Europe, South America and the USA producing the work of choreographer Trajal Harrell and since 2013 also Carlos Maria Romero’s project “Crossover”. In 2014 Hart became co-author of the performance 'bubbles' with CMR. www.hartharthart.com   Helio Reguera studied art history and electronic music in Barcelona. He recorded and played with several bands and musical projects that he formed, NITCH, FANG, Ultratomba, and more recently solo, Nøn-Oxymorøn. He has done work for theater projects and short movies and photographed fashion editorials for Vice Magazine in Spain, Belgien, Brazil and Mexico. He is based in London.  www.soundcloud.com/n-n-oximoron        https://www.facebook.com/events/1412554182382779/1412674335704097/
       
     
  La Poderosa  tiene el gusto de presentar el próximo domingo 10 de Mayo:   CROSSOVER , un proyecto de Carlos Maria Romero, en colaboración con Michael Hart y Helio Reguera.  Sobre CROSSOVER, Maria Romero escribe: “He tenido siempre una fascinación por como se mueven l*s maricones. La curiosidad por cómo se conforma la mirada sobre est*s/nosotr*s y de qué están hechos poéticamente esos cuerpos me ha llevado a ocuparme en el asunto a través de colaboraciones con varios artistas visuales y escénicos.  Crossover es en Colombia un tipo de fiesta popular en la que se mezclan estilos de música disimiles. Me apropio de esta “operación curatorial” para enlazar danza, sonido y poemas. La poesía se presenta aquí como un espacio de transgresión gramatical y racional en aras de una re-configuración semántica, y me conecta con el modo en el que ‘las locas’ se mueven.   El sonido grita aquí por un lugar para destruir y reformar lo reconocible. Un tartamudeo, un balbuceo, un taconeo, un saboreo, una insinuación silenciada o una imposibilidad de vocalizar una emoción excedida. A través de una situación performática introduzco físicamente al público en una investigación de lo que es identificable en cuanto al movimiento de lo que se encaja en algún género como al del ser marica, que para mí, se encuentra en un estado intersticial, tanto reconocible como indeterminado. Lo defino como un cuerpo cultural que se recompone también a través de la acción de arte.  No quiero tener la última palabra sobre el tema, por lo tanto dejo el proyecto abierto y para cada encarnación del mismo, trabajo con colaboradores locales.” En este ocasión con el fotógrafo/ performer/productor Michael Hart y el músico electrónico Helio Reguera, quien además hará un concierto de su nuevo proyecto en solitario Nøn-Oxymorøn.  CROSSOVER fue desarrollado y presentado en: Galería Turner Contemporary (Margate, Reino Unido), Tanks/ TATE (Londres), Le Lobe (Chicoutimi, Canada), Fonderie Darling (Montreal), Double Double Land (Toronto), Galería Santa Fé (Bogotá), Universidad del Atlántico (Barranquilla), The Spectrum y 280 Washington Ave (Nueva York), ESPAI ERRE (Barcelona), Centro Coreográfico da Cidade (Rio de Janeiro) y Galería Réunion (Zürich).  19:00_ Abren puertas 19:30 _ CROSSOVER 20:50_ Nøn-Oxymorøn   La Poderosa  / Riereta, 18 2on 08001 Barcelona Entrada al evento: 5 €  Muchas gracias a Nev Schulman por su generoso apoyo.      http://www.lapoderosa.es/index.php?idioma=es&Mparam=agitacion-cultural&Sparam=crossover    https://www.facebook.com/events/384724321719760/
       
     
   OJO#5     - Diciembre 2014    # Partener Contemporáneo: acerca de la necesidad de otros para construir – de Eugenia Cadús (Argentina)   * Sobre Juan Onofri Barbato y Agnese Vanaga    ## Cuerpos biomaquínicos y composición sonora: la actual complejidad de nuestro preguntar – de Jaqueline Vasconcellos (Brasil)   *Sobre Thiago Salas Gomes y Cadós Sanchez    ### “Crossover” Carlos María, o el sagaz encubrimiento del cuerpo más vulnerable - de Nathalie Buenaventura (Colombia)     *Sobre Carlos María Romero    #### La actualización de una tradición: el circo en la escena contemporánea montevideana – de Virginia Alonso (Uruguay)    *Sobre Fernanda Carratú y Patricia Gómez    OJO#5   Podés leerlo en la WEB o descargarte el PDF haciendo click:   www.granerbcn.cat/wp-content/uploads/OJO5.pdf   O en formato revista haciendo click acá:  http://issuu.com/fanzineojo/docs/ojo5/1?e=9520156%2F10698784   O acá  http://salivastring.tumblr.com/post/107495283841/ojo-5-december-28th-2014-difusion-de-las-artes    -   OJO Difusión de las artes vivas contemporáneas iberoamericanas. OJO da visibilidad a propuestas contemporáneas de artes vivas iberoamericanas de creadores multidisciplinares de: Argentina, Brasil, Uruguay, Chile, Colombia, México y España, que centren su trabajo en el lenguaje del movimiento.    Cada número de OJO incluye 4 artículos, sobre creadores y sus contextos de trabajo, bajo una licencia CC. El equipo de coordinadores asume los contenidos de su país (ya sea escribiendo el artículo o encargándolo a autores vinculados a las artes y la teoría del movimiento) y son: Lucía Naser (Uruguay), Micaela Moreno (Argentina), Vanilton Lakka (Brasil), Javier Contreras (México), Eloisa Jaramillo (Colombia), Maria José Cifuentes (Chile) y Raquel Tomàs (España).    En PENSAMIENTO - Graner (Centro de Creación del Cuerpo y el Movimiento) con la gestión del Mercat de les Flors    Encontrá TODAS las ediciones de OJO en    la Web del Graner :   http://granerbcn.cat/fanzine-ojo/   ---      “CROSSOVER” CARLOS MARÍA   O EL SAGAZ ENCUBRIMIENTO DEL CUERPO MÁS VULNERABLE   //   NATHALIE BUENAVENTURA   (COLOMBIA)    En 1810 aparece un corto ensayo del escritor alemán Heinrich Von Kleist enmarcado en una conversación entre él mismo y el señor C., quien ostenta el título de primer bailarín de la Ópera de una imaginada ciudad. Hay un mo- mento de esta conversación en el cual es narrada una anécdota que referiré a continuación a manera de apertura para el presente documento: Hay un joven dándose un baño en compañía del mismo Kleist. Tal vez, el joven tenga quince o dieciséis años. En un momento, el jovencito se dispone a secar sus pies, y apoyando su pie sobre un tabu- rete, se inclina a secarlo. En este momento, el joven puede verse a sí mismo frente a un espejo; al mismo tiempo, su acompañante le observa atentamente. Los dos notan un suceso excepcional: El jovencito ha logrado encarnar de la manera más viva y graciosa una escultura romana del siglo II, “El niño de la espina”. La escultura presenta a un niño tratando de sacar una espina de su pie. El jovencito se ve a sí mismo envestido por la gracia exactísima de la helénica escultura, lo manifiesta abiertamente y su acompañante lo atestigua también. Sin embargo, el acceso de júbilo y placer que da al joven, saberse en un instante tan exquisito y gracioso, es cortado de raíz cuando Kleist, a propósito, niega todo parecido del muchacho con la escultura. El relato prosigue narrando la crisis que arremete en el joven, quien una y otra vez, repite el mismo movimiento, buscando probar su parecido con la escultura. Nunca más consigue la misma aparición y la angustia que esto le causa, sumerge al chico en una profunda depresión, la cual termina por, eclipsar su fulgor, y su propia imagen se extingue hasta la sombra en consonancia perfecta con el romanticismo alemán del siglo XIX, del cual es producto emblemático, el ensayo de Kleist.  Carlos María Romero nació en Barranquilla Colombia, en la segunda mitad de nuestro aun cercano siglo XX. Este documento es una incipiente, breve y de seguro incompleta acción interpretativa de una de sus obras. Basaré este ejercicio interpretativo en una perspectiva insolente: la del espectador que ignora el discurso de un artista. El contexto en el cual aparece el trabajo de un artista como Carlos María es sin duda, un suceso ejemplar de “la efigie contemporánea del creador” bajo la cual atestiguamos y legitimamos el arte. Su obra surge en el campo de las Artes Vivas e involucra una gran cantidad de elementos entre los cuales se encuentra una fuerte formación en danza, una imbatible voluntad por penetrar y comprender los círculos de las Artes Plásticas y visuales, una serie de coyunturas vitales y geográficas, y el elemento articulador más estratégico: una rápida absorción de los lenguajes académicos que hoy por hoy constituyen las bases de comprensión y circulación de la gran mayoría de las mani- festaciones de las artes. Las siguientes consideraciones pretenden observar un aspecto de su trabajo a la luz de un instrumento metodológico, un poco más anacrónico y más colonial: El de la contrastación con los fantasmas del pasado, tradicionales fuentes de conocimiento cuyos principios siguen respirando en nuestra nuca; el romanticismo eurocéntrico es uno de ellas.  Carlos María creció en Barranquilla, pero partió prácticamente exiliado a Alemania, donde fueron formados du- ramente los músculos eurocéntricos de un pájaro de fuego amodernado; fue también allí donde absorbió con una habilidad enorme un repertorio de formas de producción y circulación de arte contemporáneo y de enlazamiento de discursos. Su retorno a Colombia, acaba por crear una triangulación impecable, cuyo resultado es una generación de obras irremediablemente “precisas” “justas” “redondas” no tanto en torno a su contenido y calidad estética, como a su posicionamiento político: el arte es poder. La palabra es poder. La periferia halló una ruta al centro. No ha uno escrito dos palabras sobre Carlos María, cuando ya él mismo ha creado un nuevo discurso espléndido sobre sí mismo; se crea la obra, se crea el escenario, se crea el discurso. Esta es la clase de artista que reclama y manifiesta poder; emergiendo en un momento álgido de las discusiones sobre colonialidad y sub-alternidad, ha equiparado fuerzas opuestas e interpretado el tiempo-espacio que lo produce y ha obtenido una aguda habilidad de producirse a sí mismo; sólo hay una oposición frente a tal astucia: no es posible crear la obra, el escenario y el discurso, sin crear también al espectador.  Como mencioné anteriormente, se habla de un joven tremendamente ingenuo, quien encarna la más espléndida presencia, pero la pierde dolorosamente por acción deliberada de un auténtico testigo de la misma. Hegel, como es sabido, en un ya añejo aliento ideal, dirá cosas como “El artista es igual al héroe; no sabe lo que hace” y con ello ayuda tremendamente a levantar una mitología que marcó mucho tiempo los conjuntos de roles del arte, el artista y el deber del arte; bajo esta cobertura, un exceso de conciencia sobre la propia acción puede hacer desaparecer irremediablemente la belleza del movimiento, la superioridad de una imagen, la cumbre de cualquier manifes- tación artística. En bruto contraste con ello, Carlos María afirma a propósito de su obra “crossover”, presentada en varios escenarios inter y transnacionales “He tenido siempre una fascinación por cómo se mueven lxs maricones”. Sucede en vez de separarse de la imagen del trémulo muchacho, opera una combinación entre el muchacho y su acompañante: es quien al moverse, encarna una gracia irrepetible, y es a su vez, quien lo ve desde afuera, y lo cas- tra. Es un artista que sabe en extremo “lo que hace”. “Tener una fascinación por el movimiento de los maricones” es tanto portar en el cuerpo la magia del mismo, como portar la capacidad de nombralo a voluntad; en este caso, no es la gracia efímera de una efigie memorable, sino la capacidad de hablar de género, y no de cualquier manera. Se habla con poder. Tal es la incetidumbre del espectador, quien se pregunta a sí mismo si también es un producto de tal exposición de poder. Frente a esto, empiezo a demandar una oportunidad de formular preguntas. “He tenido siempre una fascinación por cómo se mueven lxs maricones”: Esto puede suponer que ha pasado largos momentos contemplando a maricones moverse, quienes han sido su objeto de fascinación y que ha empleado la mímesis en algún momento para hallar semejanza. Puede suponer también, que él mismo es un maricón cuya imagen en el espejo ha proveído el conocimiento de un movimiento sumamente placentero y un deseo de auto exposición. Sin embargo, hasta el momento la alusión “a los maricones” es la envolvente más llamativa y por un momento todo lo demás parece perder importancia. Esta envolvente funciona a la manera del decorado con fondant de un deli- cioso pastel, el cual retrasa el momento de clavar el cuchillo, y sacar una tajada para comérsela, y todo porque el decorado de fondant luce muy bien. Carlos María manifiesta que la muerte de un chico a causa de “su manera de caminar” es el punctum de su espectro vital, el cual termina por detonar crossover. Este punctum es la completa combinación entre el ojo que ve al joven bañista y el bañista mismo; es la forma contemporánea en la que solemos dar sentido y razón a la forma artística. Si se desplaza esta fuerza combinada “punctum” y tendemos hacia una posible desmantelación de las envolventes de la obra, la fuerza de la noción de género no sería el único centro de sentido de la obra. ¿Quién es Carlos María en el espacio? ¿Cuál es la naturaleza plástica y espacio temporal de su presencia en el escenario? ¿Qué es lo que vive un simple espectador en presencia de su obra? ¿Están todos los signos de su trabajo determinados por su propio discurso?  Hablaré de la obra de Carlos María de esta manera: La aparición de una extraordinaria vulnerabilidad cuya única y efímera presencia, idéntica a la del muchacho tonto, ha desarrollado con una tremenda artificialidad/genuinidad un sistema de repetición y reproductibilidad de un único momento en el tiempo y el espacio: no son los despam- panantes elementos acertivos de crossover, como el tocado de carnaval que a su vez es el plumaje de un ave do- lorosamente castrada pero fértil, ni la exhibición grosera de la abertura de su tracto opuesto a su boca, ni la casi perfecta e irritante modulación del espacio bidimensional en relación al tridimensional; no son éstos, los elementos más determinantes de la calidad e interés en su trabajo. Me atrevo a aseverar que es la frágil y en extremo técnica presencia corporal del artista en el espacio, aquello que provoca en el espectador una sensación más compleja, más oblicua, más vital y más memorable. Cuando vi a Carlos María por primera vez en un espacio protagónico, vi a un bailarín diestro y astuto, quien sin embargo, portaba un “estupor” apenas visible por entre “la maricada”. Unos años después, lo vi ejecutando “crossover”, y gratamente presencié esa conmovedora estupidez, en este caso atendonada a un nivel de control y super conciencia temporal francamente exquisito, lleno de equilibrios, balances y variaciones: Estupor transformado en gracia. Aunque su mérito performático ha sido el de los extremos travestis, insectos, y maquilladores de Sarduy, esto es, el perfecto disfrazamiento y la mímesis lujuriosa, si el espectador de obras como las de Carlos María resiste la fuerza de la estratagema espléndida, y rompe la coraza cultural que envuelve y perfuma los espacios y las presencias, hallará un vínculo tan profundamente humano, tan efímero como cierto, que el cuerpo profesional del performer, tornará en la más vulgar de las emociones. De esta manera, se está adentro de una comunicación que revienta las vulgaridades de las palabras, se presencia un cuerpo en agonía, insaciable, lleno de gracia, y tan tonto como cualquier otro. Y es así como un ano expuesto cuya regurgitación es un huevo que cae como de la torre de Pisa, deja atrás, muy atrás cualquier constructo cultural y se torna en una experiencia Viva. Se es partícipe al fin de una conversación que empezó mucho antes de que se crearan los alfa- betos y las guerras culturales.  Aún, si el presente documento fuera tan sólo un delirio de un espectador despistado, un maniqueo en torno a un suceso, tengo certeza sobre la gran incompletitud que puebla la experiencia del arte. Las artes vivas surgieron para emanciparse por sobre muchas limitantes que estaban doblegando la fuerza política y libertaria del cuerpo en medio de las prácticas del arte y de la sociedad, y sin embargo, rápidamente surgen cánones de apropiación de los modos de aparecer de esos artistas. Tocando someramente y de una manera muy inicial, el trabajo de un artista Colombiano enmarcado en una práctica muy fuerte entre las comunidades del arte vigentes, me atrevo a formular un problema en torno no tanto a las estrategias de los artistas de las artes vivas para desenvolverse en el medio, como del lugar de los espectadores en medio de una álgida producción de obras y sucesos.  ¿Para los espectadores y contempladores del arte, seguirá siendo suficiente comprender y aprehender las mani- festaciones de las Artes Vivas, las Artes del Cuerpo y las Artes Performáticas con instrumentos de comprensión exactos a los instrumentos de generación de obras, artistas, espacios y discursos y si es así, estamos migrando de una generación de obras y apariciones del arte canonizadas a una generación de espectadores homogeneizados y adaptados a cánones de asimilación?      Pregunta al lector:    # ¿Para los espectadores y contempladores del arte, seguirá siendo suficiente comprender y aprehender las manifestaciones de las Artes Vivas, las Artes del Cuerpo y las Artes Performáticas con instrumentos de comprensión exactos a los instrumentos de generación de obras, artistas, espacios y discursos y si es así, estamos migrando de una generación de obras y apariciones del arte canonizadas a una generación de espectadores homogeneizados y adaptados a cánones de asimilación?   Referencias bibliográficas:    # Másmela, Carlos. La conciencia y la gracia, una interpretación filosófica sobre el teatro de marion- etas de Heinrich von Kleist. Colección Otraparte, Ed.de la Universidad de Antioquia, 2001.       NATHALIE BUENAVENTURA //  Artista plástica, magister interdisciplinar en teatro y artes vivas. Su campo de trabajo está dado en la triada dibujo-cuerpo-escritura. Actualmente es profesora en la Univer- sidad Jorge Tadeo Lozano en el área de creación y escritura y en la Universidad Nacional de Colombia en la Maestría en Educación artística. 
       
     
 EXCLAMA —  Edición 19   / Marzo-Mayo 2013 /  ARTE    Pag. 28-29    UN HUEVO ES UN HUEVO   Escrito por Juan Nicolás Leguizamón  IMPRESIONES DE SIGUIENTE GRADO SOBRE LA OBRA CROSSOVER DE CARLOS MARÍA ROMERO.   La sala se encuentra en penumbra. La luz de un proyector dibuja siluetas humanas que dan pasos medidos y a la vez erráticos que les liberan, hacia adentro de la sala, de la diferencia entre sus contornos. Desde hace tiempo pienso que la falta de luz amplifica el eco de una memoria, no de lo vivido, sino una de esas memorias de lo original en la que está escrito que todo está hecho finalmente de la misma materia. Las siluetas se atenúan en masas como las de algunos objetos (un tocado, una pañoleta, algunos cables, una escalera...) que se adivinan dispuestos en el salón. Sin embargo, no hay nada que sobre- salga, todo resulta repentinamente –tal vez demasiado– horizontal.  La uniformidad percibida tiene algo de atroz al comienzo. Pero para lograr una verdadera horizontalidad tienen que pasar unos minutos, los necesarios para que se calmen los torbellinos en las mentes de las personas en la sala, para que se callen las voces que llevan en sus cabezas adonde quiera que vayan hoy, mañana, cualquier día, para que se diluyan las expectativas sobre lo que está a punto de ocurrir ahí. ¿Cómo? Es una operación refinada que resulta de la repetición ad infinitum del hacer arte. En ese momento, un chico que se ve nada más que como un chico abandona la sala retrocediendo; extrañamente retrocediendo aparece en la proyección: en el movimiento de retroceso se acerca, cada vez más, produciendo un efecto de zoom que no es operado por la cámara. Se acerca al límite de lo que entendemos por zoom. Se baja los pantalones y muestra el culo, siempre acercándose; atravesando el límite del zoom, logra hacer posible un zoom imposible, un zoom que se acerca tanto que la distancia entre cuerpo y cámara se hace negativa. Los espectadores ven en la proyección un objeto que es llevado dentro del cuerpo de este chico.  Afuera, el bluejean del chico vuelve a llevarse en la cintura, como se acostumbra. El chico levanta la cámara y con ella registra el recorrido de vuelta al interior de la sala. Ubica la cámara al nivel de un joven que se posa con un libro por delante de la pañoleta. La pañoleta está hecha con tela camuflada y el libro es de Huidobro. Lee en voz inaudible Altazor. Un fragmento. El chico hace varias cosas: se pone el tocado sobre la cabeza, activa un ventilador, juega con una suerte de paracaídas, se mueve. La sala suena gracias a todo ello. Cuando el joven termina de leer, enciende las luces de la sala revelando que los asistentes se han acomodado alrededor, contra las paredes, lejos del centro. Nadie quiere estar en el centro; digamos que así es la vida y no está mal. El chico se mueve ya sin el ventilador ni el paracaídas, solamente lleva el tocado que señala y amplifica todo lo que hace. Juega con las personas: sus movimientos amariconados van un soplo más allá de los movimientos simples y austeros; su cuerpo toma posturas raras; el movimiento simultáneo de sus dedos, ojos, labios, hombros, cadera (...) resulta de pronto de más valor que el utilizar los dedos, los ojos, los labios, los hombros o la cadera. Todo esto ocurre en un jugueteo en el que usa sus nalgas con las personas, jugueteo que sucede en la periferia, evitando así lo espectacular. Los movimientos parecen producirse en secuencias intermitentes. La gente ahí, ¿qué estará sucediendo con la gente allí? Presumiblemente están todos llevando sus inteligencias al límite de sus preconcepciones. Lo anormal, lo barroco, lo fatuo, lo adornado, lo excesivo. El pensamiento se mueve, el chico se mueve, el pensamiento se mueve, el chico... Al moverse, el mundo suena. Los presentes han sido colocados en un borde, el de lo contemplativo.  Bosanova. La tensión pasa pero el estado contemplativo no se dispersa. El chico toma la escalera y la transporta. El chico tiene tumbao al caminar y se desplaza fortuitamente por la sala en recorridos que parecen no llevar a ningún punto hasta que instala la escalera bajo una lámpara, cosa para la que podía haber evitado tanto adorno, pero no. Se sube a la escalera. Deja de subir a media altura y sus gestos corporales expresan gozo. Los pantalones bajan, el cuerpo toma una postura arqueada. A la altura de los ojos de los seres que contemplan va a presentar el objeto que lleva dentro de su cuerpo. Lo que se está a punto de atestiguar es de la naturaleza de un proceso que termina cuando el objeto es expulsado del cuerpo y cae. Un huevo se hace pedazos contra el suelo. Porque un huevo también cae.     CROSSOVER ES UNO DE LOS PROYECTOS DEL ARTISTA CARLOS MARÍA ROMERO EN EL QUE SE ENCUENTRA MÁS REFINADA LA OPERACIÓN DE SUGERIR AL ESPECTADOR QUE COMPLETELA OBRA O, QUE SEA ÉSTE QUIEN LA REALICE. SEGÚN MARÍA, EL PROYECTO SE ESCAPA DE LA CATALOGACIÓN COMO PERFORMANCE Y PREFIERE LLAMARLO “EVENTO”, UN EVENTO QUE NO SE HA PERCIBIDO DE LA MISMA MANERA CADA UNA DE LAS VECES QUE SE HA PRESENTADO DESDE 2012 EN LA GALERÍA SANTAFÉ EN BOGOTÁ, LA TURNER CONTEMPORARY EN EL REINO UNIDO, LA DOUBLE DOUBLE LAND EN CANADA, ENTRE OTROS LUGARES. EL TÉRMINO CROSSOVER HACE ALUSIÓN A LA RUMBA BARATA QUE SE PROGRAMA PARA QUE TODOS LA DISFRUTEN Y QUE, AL FINAL, NADIE TERMINA HACIÉNDOLO.       http://salivastring.tumblr.com/post/107499233436/exclama-edicion-19-marzo-mayo-2013-arte    https://www.youtube.com/watch?v=6G8imDvgjVw    http://www.revistaexclama.com/          
       
     
       
     
CROSSOVER

CROSSOVER – Meditations on the cultural body is an open research and creation process initiated by Carlos Maria Romero. About the work, she writes: “I have always been fascinated about how ‘fags’ move. Since 2012, through collaborations with several visual and performing artists, a curiosity about how the view of the queers is conformed and of what its bodies consist, became central to me. In Colombia, crossover is a type of popular party, in which different styles of music are mixed. I appropriate the term to fuse dance, sound and poems. Poetry is presented here as a space of grammatical and rational transgression for the sake of a semantic re-configuration, and connects me with those ways of moving and being. Sound reclaims, too, a place to destroy and to re-shape the recognisable: a stammer, a prattle, a clicking of the heels, savouring, a silenced insinuation or an impossibility of vocalising an exceeded emotion. In the proximity I aim to introduce the audience to some reflections about gender and what is identifiable in regard to the movement of the bodies –of those who don't fit into any ‘gender’, as well as ‘queers’, that for me, are found in an interstitial state, both distinguishable and undefined. Then, I try to define them as ‘cultural bodies’, so they can be re-figured through art-actions. Clearly I don’t want to have the last word about queerness, so for each incarnation I work with changing or local peers.” 

CROSSOVER has been developed and presented in: The UK with William Collins at Gallery Turner Contemporary (Margate) and as part of The Movers, a performance by Carlos Motta and Matthias Sperling for Charming the Revolution, A Congress of Gender Talents and Wildness at the Tanks/ TATE (London).

In Canada with François Matthieu- Hotte at Le Lobe, Artists Center (Chicoutimi), with Ali El-Darsa in dialogue with the installation Beacon by Abbas Akhavan at Fonderie Darling (Montreal), with Amanda Paixão and Martin Chamostra at Double Double Land (Toronto).

In Colombia with J. Alejandro Valderrama, Manuel Barrios and Sam Causer at Galeria Santa Fé (Bogotá) and at El Otro en Desafío, International Encounter of Visual and New Media Artists and Thinkers working from the Periphery with the support of the arts students of Atlántico University (Barranquilla). The project also became an art exhibition in Galería Santa Fé and at Museum of Modern Art of Bogota, including documentation and theatrical elements of the performance into a spatial arrangement that set the spectators in some of the bodily sensations related to it.

In USA (New York) with Santiago Vanegas at the queer club The Spectrum and at 280 Washington Ave, that was previously the old Pfizer mansion. The events were co-produced with Michael Hart.

In Spain (Barcelona) with Roberto Martínez, on the frame of AADK | AKTUELLE ARCHITEKTUR DER KULTUR at ESPAI ERRE. The performance was produced by Michael Hart.

In Brazil with Rafael Perez Evans and Iury Trannin and Michael Hart as producer, at the Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, on the frame of an encounter about Bricolage Thinking with choreographer Isabella Duvivier. 

 

Photo and video fragment: Joan Morey

       
     
       
     

AADK | AKTUELLE ARCHITEKTUR DER KULTUR en ESPAI ERRE BARCELONA 

SÁBADO 21 septiembre 2013  | 20h | ITINERANCIA CENTRO NEGRA 

Presentamos en el ESPAI ERRE una selección de piezas visuales creadas por los artistas en residencia en el Centro Negra durante el primer año de residencias artísticas que AADK ha organizado en el pueblo de Blanca, Murcia.

IGNICION LAB BARCELONA 21h 

Concepto: Abraham Hurtado

BACK DOOR / PHOTO CALL / ARTE DE GUERRILLA 22h

CROSSOVER de Carlos Maria Romero 23.30h

He tenido siempre una fascinación por como se mueven lxs maricones y después de oír a Judith Butler contar en la película Examined Life (Astra Taylor, 2008) la historia de un chico asesinado por su manera de caminar, se consolidó en mi un interés por acercarme al movimiento con un lente biopolítico. En este proyecto hago central la curiosidad por cómo se conforma la mirada sobre los maricones (queers) y de qué esta echo ese cuerpo. En Colombia, crossover es un tipo de fiesta, en la que el DJ mezcla estilos de música que usualmente no van de la mano. Me apropio del término para fusionar danza, sonido y poesía desde una perspectiva performativa. La poesía, vista como un espacio aparente de transgresión gramatical y racional en aras de una reconfiguración semántica, me conecta con el modo en el que ‘la locas’ se mueven. El sonido grita aquí por un lugar para destruir y reformar lo reconocible. Un tartamudeo, un balbuceo, un taconeo, un saboreo, una insinuación silenciada o una imposibilidad de vocalizar una emoción excedida. A través de una situación inmersiva propongo introducirles en preguntas sobre género, una investigación de lo que es identificable, en cuanto al movimiento del ser marica. Para mí, este ser se encuentra en un estado intersticial, tanto reconocible como indeterminado. Lo defino como un cuerpo cultural que se recompone a través de la acción de arte.

Claramente no quiero tener la última palabra sobre el tema, por lo tanto dejo el proyecto abierto y para cada encarnación del mismo, trabajo con colaboradores locales. En este caso contará con la colaboración de Roberto Martínez y la producción de Michael Hart.

DJ Resident Dj ERRE + DJ Invitado

ESPAI ERRE C/ D’ Avila 124 -2o POBLENOU Barcelona Metro Llacuna (L4) – Glories (L1) 

http://aadk.es/?page_id=863&lang=es

 

Photo and Video fragment: Michael Hart

More photos: http://salivastring.tumblr.com/post/105475760291/aadk-aktuelle-architektur-der-kultur-en-espai + http://salivastring.tumblr.com/post/105478260276/aadk-aktuelle-architektur-der-kultur-en-espai

 Na quarta-feira, 28 de maio 2014, no Centro Coreográfico da Cidade do Rio, em um encontro sobre a criação através do pensamento “bricolage” com a coreógrafa Isabella Duvivier, se apresentará:  CROSSOVER – Meditações* do corpo cultural –, um processo performático de Carlos Maria Romero em colaboração com Rafael Perez Evans, Iury Trannin e Michel Hart.  Sobre o trabalho, Carlos Maria Romero escreve: Sempre tive uma fascinação pelo modo como as bichas se movem. Desde 2012, através de colaborações com vários artistas visuais e cênicos, fez-se central, para mim, a curiosidade sobre o modo de olhar para *s maricas (queers) e aquilo que compõe os seus corpos. Crossover é, na Colômbia, um tipo de festa popular na qual se misturam estilos de música diferentes. Aproprio-me desta “operação curatorial” para entrelaçar dança, som e poemas. A poesia é apresentada aqui como um lugar de transgressão gramatical e racional com efeito de uma re-configuração semântica, e me conecta com essas maneiras de se mover e estar. O som reivindica, também, um lugar para destruir e transformar o reconhecível: uma gagueira, um balbucio, o barulho de passos, uma insinuação silenciada ou uma impossibilidade de vocalizar uma emoção excedida. Por meio de uma situação de imersão, proponho perguntas sobre gênero em uma pesquisa acerca daquilo que é identificável, relacionando-as ao movimento dos corpos – tanto os que se encaixam em algum “gênero”, quando as “bichas” que, para mim, se encontram em um estado intersticial, tanto reconhecível quanto indeterminado. Assim, procuro defini-los, ali, como “corpos culturais” que se recompõem também através das ações da arte.  *Obviamente não quero ter a última palavra sobre o tema, por tanto deixo o projeto aberto e, para cada apresentação, trabalho com colaboradores locais.   —-  Carlos Maria Romero é um live artist, coreógrafo e curador de performances artísticas. Sua obra multidisciplinar e contribuições com outros criativos foram apresentadas pela Europa e Americas em eventos que aconteceram em espaços domésticos, teatros, festas, lugares pouco convencionais, galerias, feiras de arte e museus como : Galeria Santa Fé, Museu de Arte Moderna de Bogotá, Fonderie Darling em Montreal, Arco Madrid, Abrons Art Center em Nova York, Turner Contemporary, The Tanks/ TATE e Senrpentine Gallery em Londres. Estudou Política e Relações Internacionais, Dança e Coreografia; mestrado interdisciplinar em live arts e teatro na Universidade Nacional da Colômbia.  Rafael Perez Evans é um artista multidisciplinar hispano-galês. Estudou artes plásticas na Goldsmith University em Londres. Documentou e viveu em uma comunidade queer em Tennessee nos EUA, depois viveu no México onde fundou a oficina Romita 26 e dançou Butoh com Diego Piñon. Atualmente vive em uma floresta brasileira onde organiza uma residência artística e de permacultura  www.altoresidency.com.  No seu trabalho investiga e expande noções de imagem, política do gênero, e paisagem através da fotografia, dança, instalações, vídeos e suas viagens. Suas fotos foram publicadas em revistas como: Harper´s Bazaar, Dazed and Confused, Showstudio, Neo2, Oyster e Frieze.  www.rafaelperezevans.com   Iury Trannin é um designer carioca que estudou na Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Seu trabalho abrange técnicas de desenvolvimento de estampas, jóias, experiências com styling e na direção de vídeos. Atualmente desenvolve acessórios com a designer Fernanda Rebello sob o nome ODE, onde coloca em prática o experimento com materiais improváveis para a criação de objetos para a marca e outras parcerias. www.ooddee.tumblr.com   Michael Hart é um artista cênico, fotógrafo e agente cultural. Nos últimos cinco anos viajou pela Europa, América do Sul e Eua produzindo o trabalho do coreógrafo Trajal Harrelll e desde 2013 também Crossover de Carlos Maria Romero.  www.paywhatyoucanart.com   —-  Many thanks to Isabella Duvivier, Ligia Tourihno, all the team from Centro Coreográfico da Cidade de Rio de Janeiro, Maykson Sousa, Fernanda Nogueira, Cau Fonseca, Sam Causer, Xenia Bergman and Roberto, Iury Trannin, Rafael Perez Evans and Michael Hart.  —-  Photos: Michael Hart
       
     

Na quarta-feira, 28 de maio 2014, no Centro Coreográfico da Cidade do Rio, em um encontro sobre a criação através do pensamento “bricolage” com a coreógrafa Isabella Duvivier, se apresentará:

CROSSOVER – Meditações* do corpo cultural –, um processo performático de Carlos Maria Romero em colaboração com Rafael Perez Evans, Iury Trannin e Michel Hart.

Sobre o trabalho, Carlos Maria Romero escreve: Sempre tive uma fascinação pelo modo como as bichas se movem. Desde 2012, através de colaborações com vários artistas visuais e cênicos, fez-se central, para mim, a curiosidade sobre o modo de olhar para *s maricas (queers) e aquilo que compõe os seus corpos. Crossover é, na Colômbia, um tipo de festa popular na qual se misturam estilos de música diferentes. Aproprio-me desta “operação curatorial” para entrelaçar dança, som e poemas. A poesia é apresentada aqui como um lugar de transgressão gramatical e racional com efeito de uma re-configuração semântica, e me conecta com essas maneiras de se mover e estar. O som reivindica, também, um lugar para destruir e transformar o reconhecível: uma gagueira, um balbucio, o barulho de passos, uma insinuação silenciada ou uma impossibilidade de vocalizar uma emoção excedida. Por meio de uma situação de imersão, proponho perguntas sobre gênero em uma pesquisa acerca daquilo que é identificável, relacionando-as ao movimento dos corpos – tanto os que se encaixam em algum “gênero”, quando as “bichas” que, para mim, se encontram em um estado intersticial, tanto reconhecível quanto indeterminado. Assim, procuro defini-los, ali, como “corpos culturais” que se recompõem também através das ações da arte.

*Obviamente não quero ter a última palavra sobre o tema, por tanto deixo o projeto aberto e, para cada apresentação, trabalho com colaboradores locais. 

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Carlos Maria Romero é um live artist, coreógrafo e curador de performances artísticas. Sua obra multidisciplinar e contribuições com outros criativos foram apresentadas pela Europa e Americas em eventos que aconteceram em espaços domésticos, teatros, festas, lugares pouco convencionais, galerias, feiras de arte e museus como : Galeria Santa Fé, Museu de Arte Moderna de Bogotá, Fonderie Darling em Montreal, Arco Madrid, Abrons Art Center em Nova York, Turner Contemporary, The Tanks/ TATE e Senrpentine Gallery em Londres. Estudou Política e Relações Internacionais, Dança e Coreografia; mestrado interdisciplinar em live arts e teatro na Universidade Nacional da Colômbia.

Rafael Perez Evans é um artista multidisciplinar hispano-galês. Estudou artes plásticas na Goldsmith University em Londres. Documentou e viveu em uma comunidade queer em Tennessee nos EUA, depois viveu no México onde fundou a oficina Romita 26 e dançou Butoh com Diego Piñon. Atualmente vive em uma floresta brasileira onde organiza uma residência artística e de permacultura www.altoresidency.com. No seu trabalho investiga e expande noções de imagem, política do gênero, e paisagem através da fotografia, dança, instalações, vídeos e suas viagens. Suas fotos foram publicadas em revistas como: Harper´s Bazaar, Dazed and Confused, Showstudio, Neo2, Oyster e Frieze. www.rafaelperezevans.com

Iury Trannin é um designer carioca que estudou na Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Seu trabalho abrange técnicas de desenvolvimento de estampas, jóias, experiências com styling e na direção de vídeos. Atualmente desenvolve acessórios com a designer Fernanda Rebello sob o nome ODE, onde coloca em prática o experimento com materiais improváveis para a criação de objetos para a marca e outras parcerias.www.ooddee.tumblr.com

Michael Hart é um artista cênico, fotógrafo e agente cultural. Nos últimos cinco anos viajou pela Europa, América do Sul e Eua produzindo o trabalho do coreógrafo Trajal Harrelll e desde 2013 também Crossover de Carlos Maria Romero. www.paywhatyoucanart.com

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Many thanks to Isabella Duvivier, Ligia Tourihno, all the team from Centro Coreográfico da Cidade de Rio de Janeiro, Maykson Sousa, Fernanda Nogueira, Cau Fonseca, Sam Causer, Xenia Bergman and Roberto, Iury Trannin, Rafael Perez Evans and Michael Hart.

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Photos: Michael Hart

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 29 de Junio, 2012, Galería Santa Fe, IDARTES - Instituto Distrital de las Artes, Gerencia de Artes Plásticas y Visuales, Bogotá  Performances en vivo de Carlos Maria Romero y Nadia Granados, artistas ganadores de Residencias en Canada.  Crossover - Meditaciones del cuerpo cultural se presentó con la colaboración de Alejandro Valderrama, Manuel Barrios y Sam Causer.  Photos: Martin Camacho  More photos:  http://salivastring.tumblr.com/post/103626967521
       
     

29 de Junio, 2012, Galería Santa Fe, IDARTES - Instituto Distrital de las Artes, Gerencia de Artes Plásticas y Visuales, Bogotá

Performances en vivo de Carlos Maria Romero y Nadia Granados, artistas ganadores de Residencias en Canada.

Crossover - Meditaciones del cuerpo cultural se presentó con la colaboración de Alejandro Valderrama, Manuel Barrios y Sam Causer.

Photos: Martin Camacho

More photos: http://salivastring.tumblr.com/post/103626967521

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   Segundo Ciclo de   exposición de artistas residentes 2011     27 de junio al 28 de julio de 2012    Galería Santa Fe - sede temporal, cra 16 # 39 – 82, esquina       La Galería ofrece durante el mes de julio un segundo ciclo de exposición de proyectos ganadores de residencias artísticas 2011. Los artistas premiados muestran sus procesos artísticos y experiencias llevadas a cabo durante las residencias internacionales en Canadá, Bolivia y Ecuador, y en la ciudad de Medellín.    Dentro de este ciclo se podrán ver, para empezar, tres proyectos becarios del programa de estancia corta   en el estado de Quebec, Canada para artistas de performance  : Nadia Granados, Juan Pablo Beltrán y Carlos María Romero, cada uno con una propuesta particular de trabajo desde las artes vivas y el cuerpo. Igualmente, estará con nosotros Alejandro Araque, con un proyecto de creación-investigación audiovisual comunitaria en un barrio de Quito, y Carolina Chacón, con su proyecto participante en el MDE11 en Medellín.         CROSSOVER .  Meditaciones sobre el cuerpo cultural      Carlos Maria Romero     Proyecto ganador de Estancia corta en Chicoutimi-Quebec, Canadá     El artista adopta el anglicismo  crossover  para presentar un acercamiento entre danza, sonido y poesía de manera performática. Su proyecto introduce a la audiencia en un cuestionario sobre genero, en una investigación sobre lo identificable de un ser marica ( queer ) en términos de movimiento. Maria R. afirma que este ser se encuentra en un intersticio, en un estado reconocible e indefinido al mismo tiempo. Él lo considera un “cuerpo cultural”, que se re-compone durante la acción de arte.     El trabajo coreográfico de Maria Romero aparece a través de acciones, experiencias y dispositivos cargados poéticamente. Sus performances procuran seducir al público a involucrarse, retando y transformando las relaciones que tiene con el arte, y de esta manera re-formando su percepción. En su residencia durante mayo en Canadá, el artista desarrolló el proyecto en colaboración con artistas locales, expandiéndolo a cuatro nuevas instancias adaptadas para espacios específicos. Maria R. presentará el 28 de julio, en colaboración con un artista local, un quinto desarrollo de  Crossover . Además, su exposición exhibe materiales de registro audiovisual, objetos y textos instalados que dan cuenta del proceso de residencia.      Photos: CAMO   More Photos:  http://salivastring.tumblr.com/post/103628573411/photos-camo-segundo-ciclo-de-exposicion-de
       
     

Segundo Ciclo de exposición de artistas residentes 2011

27 de junio al 28 de julio de 2012 

Galería Santa Fe - sede temporal, cra 16 # 39 – 82, esquina 

 

La Galería ofrece durante el mes de julio un segundo ciclo de exposición de proyectos ganadores de residencias artísticas 2011. Los artistas premiados muestran sus procesos artísticos y experiencias llevadas a cabo durante las residencias internacionales en Canadá, Bolivia y Ecuador, y en la ciudad de Medellín.

Dentro de este ciclo se podrán ver, para empezar, tres proyectos becarios del programa de estancia corta en el estado de Quebec, Canada para artistas de performance: Nadia Granados, Juan Pablo Beltrán y Carlos María Romero, cada uno con una propuesta particular de trabajo desde las artes vivas y el cuerpo. Igualmente, estará con nosotros Alejandro Araque, con un proyecto de creación-investigación audiovisual comunitaria en un barrio de Quito, y Carolina Chacón, con su proyecto participante en el MDE11 en Medellín. 

 

CROSSOVER. Meditaciones sobre el cuerpo cultural

Carlos Maria Romero

Proyecto ganador de Estancia corta en Chicoutimi-Quebec, Canadá 

El artista adopta el anglicismo crossover para presentar un acercamiento entre danza, sonido y poesía de manera performática. Su proyecto introduce a la audiencia en un cuestionario sobre genero, en una investigación sobre lo identificable de un ser marica (queer) en términos de movimiento. Maria R. afirma que este ser se encuentra en un intersticio, en un estado reconocible e indefinido al mismo tiempo. Él lo considera un “cuerpo cultural”, que se re-compone durante la acción de arte. 

El trabajo coreográfico de Maria Romero aparece a través de acciones, experiencias y dispositivos cargados poéticamente. Sus performances procuran seducir al público a involucrarse, retando y transformando las relaciones que tiene con el arte, y de esta manera re-formando su percepción. En su residencia durante mayo en Canadá, el artista desarrolló el proyecto en colaboración con artistas locales, expandiéndolo a cuatro nuevas instancias adaptadas para espacios específicos. Maria R. presentará el 28 de julio, en colaboración con un artista local, un quinto desarrollo de Crossover. Además, su exposición exhibe materiales de registro audiovisual, objetos y textos instalados que dan cuenta del proceso de residencia.

 

Photos: CAMO 

More Photos: http://salivastring.tumblr.com/post/103628573411/photos-camo-segundo-ciclo-de-exposicion-de

       
     

Michael Hart in co-production with 280 Washington + The Spectrum presents works by:

Julian Alvarado, Carlos Maria Romero, Danny Taylor, Santiago Vanegas

 

Dates & Locations:

Friday, August 9th @ The Spectrum | 59 Montrose Ave. | Williamsburg, Brooklyn

Saturday, August 10th @ 280 Washington Ave. | Clinton Hill, Brooklyn

 

During The Nights:

7:00 pm - 8:00 pm Music and Soundscapes by Danny Taylor

8:00 pm - 8:30 pm La Trama Mexicana by Julian Alvarado

8:30 pm - 9:00 pm Music and Soundscapes by Danny Taylor

9:00 pm - 9:45 pm CROSSOVER by Carlos Maria Romero

9:45 pm - 12:00 pm Music and Soundscapes by Danny Taylor

 

CROSSOVER by Carlos Maria Romero: I have always be fascinated about how queers move, and then I saw the film Examined Life (Astra Taylor, 2008), in which Judith Butler tells a story about a boy murdered because of his gayish walk. In my interest of approaching movement from a bio-political position, a question aroused in me since beginning this project last year; how the view of the ‘fag’ is conformed and of what its body consists of.

In Colombia, crossover is a type of party, in which the DJ arranges styles of music which normally don’t belong together. I appropriate the term to fuse dance, sound and poetry from a performative perspective. Poetry, seen as a space of apparent grammatical and rational transgression for the sake of a semantic re-configuration connects me with the way that ‘fags’ move. Sound shouts here for a place to destroy and to re-shape the recognizable, like a stammer, a prattle, a clicking of the heels, savouring, a silenced insinuation or an impossibility of vocalizing an exceeded emotion.

Through an immersive situation I aim to introduce you to questions of gender, a research into what is identifiable, with regard to the movement of a queer being. For me, this being is found in an interstitial state, both distinguishable and undefined. I consider it as a cultural body to be re-figured through art-action.

Clearly I don’t want to have the last word about queerness, so I leave the project open and for each incarnation I work with local collaborators, this time with Santiago Vanegas.

 

Santiago Vanegas, is a performer and fashion designer from Bogota, Colombia. His work deals with the intersection of politics and daily life, and has been featured at La MaMa, Dixon Place and Judson Church. His most recent full-length piece is Merger, She Wrote in collaboration with Becky Eklund (HOT! Festival, 2013). He has also appeared in work by: Mx. Justin Vivian Bond, Erin Markey, Dan Fishback, Viva Ruiz, Jesse Phillips-Fein.

 

Photo by: Matthieu Laurrtte

More Info: http://salivastring.tumblr.com/post/59208234527/carlos-maria-romero-performing-at-charming-for-the

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Video by Alessandra Zecca

   Carlos Motta  and Matthias Sperling: The Movers   The Tanks  Tate Modern  Saturday 2 February 2013, 16.30  Part of the series   Charming for the Revolution: A Congress for Gender Talents and Wildness    The Movers was a 20-minute performance commissioned by  Electra  and  Tate Modern  and conceived in collaboration between Carlos Motta and choreographer Matthias Sperling.  The work attends to movement as a means of exploring the connections between collective politics and a sense of the individual. Based on a choreographic score of performative tasks that engage thirteen performers in individual decision-making processes,  The Movers  abstractly asks how self-determination is both a deeply personal project and continuously negotiated in relation to others.  Featuring: Ingo Andersson – Wotever World, Jason Barker, Dan Daw, Simon Foxall, Fred Gehrig, Nia Hughes, Helka Kaski, Huai-Chih Liang, Vicky Malin, Malinda Mukuma,  Carlos Maria Romero , Mickel Smithen & Ebony Rose Dark.  Photos by Christa Holka.  More photos:  http://salivastring.tumblr.com/post/103778050866/charming-for-the-revolution-a-congress-for-gender  +  http://salivastring.tumblr.com/post/103778726801/charming-for-the-revolution-a-congress-for-gender   —-  The Movers was part of   Charming for the Revolution: A Congress for Gender Talents and Wildness  at  The Tanks, Tate Modern, London, on February 1 and 2, 2013    Gender Talents: A Special Address  presented an international group of thinkers, activists, and artists in a symposium that used the proposition or manifesto as a structuring device and starting point for discussion. These ‘special addresses’ explored models and strategies that transform the ways in which society perversely defines and regulates bodies. The event asked what is at stake when collapsing, inverting or abandoning the gender binary. Here the relation between self-determination and solidarity in processes of systemic change form the foundation of a pragmatic exploration of ways of being ungoverned by normative gender.   Charming for the Revolution  is an experimental congress who seek to unpick underpinning, questions of contemporary sexual and gender politics; exploring strategies that divert and destabilise normative gender and its representations. The series of events gathers major international figures who explore radical expressions of sexuality and gender. Their work invokes what Kathy Acker called the ‘languages of wonder, not of judgment’ to imagine new paths to liberation and social justice. This constellation of events at Tate Modern will highlight a range of positions, representations and manifestos to assess and debate an exciting, emerging field of shifting identities, active communities and political dreams.  The series of events features films, performance and a major international symposium and brings together the UK premiere of Wu Tsang’s award-winning film  Wildness  (2012), followed by  Breakdown (2013) a new performance by Tsang in collaboration with Kelela and Ashland Mines; a symposium convened by Carlos Motta with Xabier Arakistain, Esben Esther Pirelli Benestad, Giuseppe Campuzano, J. Jack Halberstam, Beatriz Preciado, Dean Spade, Terre Thaemlitz, Wu Tsang, Del LaGrace Volcano and Campbell X; a performance by Carlos Motta and Matthias Sperling; and a screening of works by Pauline Boudry/Renate Lorenz.  Download the  Charming for the Revolution  program, which includes the schedule, program notes and presenters’ bios for  Gender Talents: A Special Address   here
       
     

Carlos Motta and Matthias Sperling: The Movers

The Tanks

Tate Modern

Saturday 2 February 2013, 16.30

Part of the series Charming for the Revolution: A Congress for Gender Talents and Wildness

The Movers was a 20-minute performance commissioned by Electra and Tate Modern and conceived in collaboration between Carlos Motta and choreographer Matthias Sperling.

The work attends to movement as a means of exploring the connections between collective politics and a sense of the individual. Based on a choreographic score of performative tasks that engage thirteen performers in individual decision-making processes, The Movers abstractly asks how self-determination is both a deeply personal project and continuously negotiated in relation to others.

Featuring: Ingo Andersson – Wotever World, Jason Barker, Dan Daw, Simon Foxall, Fred Gehrig, Nia Hughes, Helka Kaski, Huai-Chih Liang, Vicky Malin, Malinda Mukuma, Carlos Maria Romero, Mickel Smithen & Ebony Rose Dark.

Photos by Christa Holka.

More photos: http://salivastring.tumblr.com/post/103778050866/charming-for-the-revolution-a-congress-for-gender + http://salivastring.tumblr.com/post/103778726801/charming-for-the-revolution-a-congress-for-gender

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The Movers was part of Charming for the Revolution: A Congress for Gender Talents and Wildness at The Tanks, Tate Modern, London, on February 1 and 2, 2013 

Gender Talents: A Special Address presented an international group of thinkers, activists, and artists in a symposium that used the proposition or manifesto as a structuring device and starting point for discussion. These ‘special addresses’ explored models and strategies that transform the ways in which society perversely defines and regulates bodies. The event asked what is at stake when collapsing, inverting or abandoning the gender binary. Here the relation between self-determination and solidarity in processes of systemic change form the foundation of a pragmatic exploration of ways of being ungoverned by normative gender.

Charming for the Revolution is an experimental congress who seek to unpick underpinning, questions of contemporary sexual and gender politics; exploring strategies that divert and destabilise normative gender and its representations. The series of events gathers major international figures who explore radical expressions of sexuality and gender. Their work invokes what Kathy Acker called the ‘languages of wonder, not of judgment’ to imagine new paths to liberation and social justice. This constellation of events at Tate Modern will highlight a range of positions, representations and manifestos to assess and debate an exciting, emerging field of shifting identities, active communities and political dreams.

The series of events features films, performance and a major international symposium and brings together the UK premiere of Wu Tsang’s award-winning film Wildness (2012), followed by Breakdown(2013) a new performance by Tsang in collaboration with Kelela and Ashland Mines; a symposium convened by Carlos Motta with Xabier Arakistain, Esben Esther Pirelli Benestad, Giuseppe Campuzano, J. Jack Halberstam, Beatriz Preciado, Dean Spade, Terre Thaemlitz, Wu Tsang, Del LaGrace Volcano and Campbell X; a performance by Carlos Motta and Matthias Sperling; and a screening of works by Pauline Boudry/Renate Lorenz.

Download the Charming for the Revolution program, which includes the schedule, program notes and presenters’ bios for Gender Talents: A Special Address here

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 Photo by Pablo Leon De La Barra
       
     

Photo by Pablo Leon De La Barra

 PLACE PUBLIQUE: PERFORMANCES BOGOTÁ-SAGUENAY   This year again, the Darling Foundry takes control of Ottawa street with its events series PLACE PUBLIQUE!  This Thursday May 10th of 2012 Darling Foundry joins forces with artist-run center Le Lobe (Chicoutimi) and presents performances by Colombian artists in residency at Le Lobe.  This initiative is made possible by the collaboration of public instances such as the Bogotá city hall (IDARTES), l’Université du Québec à Chicoutimi, artist-run center Le Lobe and the Darling Foundry. Coordination by Constanza Suarez Camelo.  Featuring:   CARLOS MARIA  Carlos Maria continues to develop his project CROSSOVER. Mediations on the cultural body. The artist temporarily uses the term « crossover » to represent the fusion of dance, music and poetry from a performative perspective. Through arrangements linking styles, rhythmic elements and expressions which normally don’t belong together, the artist introduces the audience to questions of gender, a research on what is identifiable, in regards to the movement of the « queer » being. The artist states that this being is found in an interstitial state, both recognizable and undefined. He considers it as a « cultural body » to be re-figured through art-action. For each incarnation of the project, Carlos Maria calls out for local collaborators. This performance is made in collaboration with  Ali El-Darsa .  The performance will be presented in dialogue with the installation  Beacon  by  Abbas Akhavan    The performances start at 7pm and IT’S FREE!  Fonderie Darling  745 Ottawa, métro Square-Victoria      Photos: Cecile Gualde, Adam Wanderer  More Photos:  http://salivastring.tumblr.com/post/103770338416/place-publique-performances-bogota-saguenay  +  http://salivastring.tumblr.com/post/103770742361/place-publique-performances-bogota-saguenay  +  http://salivastring.tumblr.com/post/103771278076/place-publique-performances-bogota-saguenay  
       
     

PLACE PUBLIQUE: PERFORMANCES BOGOTÁ-SAGUENAY 

This year again, the Darling Foundry takes control of Ottawa street with its events series PLACE PUBLIQUE!

This Thursday May 10th of 2012 Darling Foundry joins forces with artist-run center Le Lobe (Chicoutimi) and presents performances by Colombian artists in residency at Le Lobe.

This initiative is made possible by the collaboration of public instances such as the Bogotá city hall (IDARTES), l’Université du Québec à Chicoutimi, artist-run center Le Lobe and the Darling Foundry. Coordination by Constanza Suarez Camelo.

Featuring: 

CARLOS MARIA

Carlos Maria continues to develop his project CROSSOVER. Mediations on the cultural body. The artist temporarily uses the term « crossover » to represent the fusion of dance, music and poetry from a performative perspective. Through arrangements linking styles, rhythmic elements and expressions which normally don’t belong together, the artist introduces the audience to questions of gender, a research on what is identifiable, in regards to the movement of the « queer » being. The artist states that this being is found in an interstitial state, both recognizable and undefined. He considers it as a « cultural body » to be re-figured through art-action. For each incarnation of the project, Carlos Maria calls out for local collaborators. This performance is made in collaboration with Ali El-Darsa.

The performance will be presented in dialogue with the installation Beacon by Abbas Akhavan 

The performances start at 7pm and IT’S FREE!

Fonderie Darling

745 Ottawa, métro Square-Victoria 

 

Photos: Cecile Gualde, Adam Wanderer

More Photos: http://salivastring.tumblr.com/post/103770338416/place-publique-performances-bogota-saguenay + http://salivastring.tumblr.com/post/103770742361/place-publique-performances-bogota-saguenay + http://salivastring.tumblr.com/post/103771278076/place-publique-performances-bogota-saguenay 

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PERFORMANCES BOGOTÁ-SAGUENAY

Thursday, 3rd of May 2012 at 19:00

Le Lobe Résidences, 114 Rue Bossé Chicoutimi

Dans le but d’articuler des dynamiques et des rapports artistiques avec des partenaires provenant des Amériques ainsi que de contribuer aux échanges entre le milieu universitaire et le milieu de diffusion de l’art actuel, nous proposons le premier volet de ce programme de résidences de court séjour. Cette initiative est menée à terme grâce à la collaboration de plusieurs instances publiques telles que la Mairie de Bogota (IDARTES), l’Université du Québec à Chicoutimi, le centre d’artistes Le Lobe et La Fonderie Darling.

Pour cette occasion, et pendant deux semaines, trois artistes colombiens ont été invités à réaliser des expérimentations à caractère performatif. Leurs pratiques problématisent les usages du corps dans notre société et présentent des corps performatifs, en déplacement. Ils soulignent l’hybridité de nos systèmes géopolitiques et la complexité des identités qui doivent se redéfinir autrement. Des fois, leur déplacement les fait agir dans l’espace public comme des acteurs sociopolitiques singuliers. D’autres fois, c’est un déplacement qui fait apparaître leurs présences en les situant de façon intermédiaire entre l’in situ et le virtuel.

Carlos Maria continue à développer son projet CROSSOVER. Méditations sur le corps culturel. L’artiste se sert provisoirement de l’anglicisme crossover pour représenter la fusion de la danse, la musique et la poésie depuis une approche performative. Par des arrangements reliant des styles, des éléments rythmiques et des expressions qui ne vont pas ensemble habituellement, l’artiste nous introduit à des questionnements sur le genre, une recherche de ce qui est identifiable, par rapport au mouvement, de l’être «gay». L’artiste affirme que cet être se retrouve dans un état interstitiel, reconnaissable et indéfini en même temps. Il le considère un «corps culturel» à re-figurer par le faire en art action.

[Source : Constanza Camelo-Suarez]

Photos: ©Jean-Marc E Roy 

Clips © Pierre-Olivier Saint-Jean

More photos: http://salivastring.tumblr.com/post/103633995236/performances-bogota-saguenay-thursday-3rd-of-may

       
     
       
     
  EL OTRO EN DESAFIO. Encuentro Internacional de Creadores y Pensadores en Artes Visuales y Nuevos Medios desde la Periferia   El Grupo de Investigación Feliza Bursztyn: Redes, Arte, Cultura de la Universidad del Atlántico organiza , con el apoyo del Departamento Administrativo de Ciencia, Tecnología e Innovación (COLCIENCIAS), la Vicerrectoría de Investigación, Extensión y Proyección Social, la Facultad de Bellas Artes y la Consejería Cultural de la Embajada de España en Colombia, del 21 al 23 de noviembre, en el Centro Cultural La Española de CAJACOPI, en Barranquilla. El evento se constituye en uno de los primeros en el Caribe, en abordar el debate sobre la otredad desde la investigación creación en el campo de las prácticas artísticas contemporáneas.  El Otro en Desafío es un encuentro de carácter interdisciplinar que parte de las artes visuales en la confluencia de pensadores/as y creadores/as teniendo en cuenta las repercusiones de las redes sociales y las nuevas tecnologías en el ámbito de la vida privada y de la forma que tienen de interrelacionarse las individualidades en la comprensión del Otro.   Las secciones temáticas a   través de las cuales se   orientarán las discusiones   durante tres días son: El   Otro vigilado (El poder sobre   el otro y el control de los   significados panoptismo/  Foucault, nuevas formas de   control social); De lo   privado en lo público (Lo   personal como político); y Art  e y Parte (artivismo,   manifestaciones sociales,   masa crítica, flashmobs, etc).   INVITADAS E INVITADOS ESPECIALES   Rolf Abderhalden (Colombia)  Liliana Angulo (Colombia - USA)  Ricardo Arcos Palma (Colombia)  Lucrezia Cippitelli (Italia)  Alexandra Gelis (Colombia - Canadá)  Nadia Granados (Colombia)   Federico Guzmán (España)  Andrés Isaac Santana (Cuba – España)  Carlos María Romero (Colombia)   http://www.uniatlantico.edu.co/uatlantico/eventos/el-otro-en-desaf-o-encuentro-internacional-de-creadores   ---  Como preparación para este evento se llevó a cabo un Laboratorio/ taller de exploración llamado MARICONERÍA Subversión en movimiento, sobre las posibilidades poéticas de lo marica, con Ruvén Suárez, Carlos Donado, Margaret Carrillo, Angélica Tampo y Andrea Cotamo, 4 artistas estudiantes de la universidad organizadora.   —-  Photos: Demis Pinedo y Ruvén Suárez Urariyú  More photos:  http://salivastring.tumblr.com/post/105822939431/el-otro-en-desafio-encuentro-internacional-de  +  http://salivastring.tumblr.com/post/105824505036/el-otro-en-desafio-encuentro-internacional-de  +  http://salivastring.tumblr.com/post/105825437151/el-otro-en-desafio-encuentro-internacional-de  +  http://salivastring.tumblr.com/post/105828392021/el-otro-en-desafio-encuentro-internacional-de
       
     

EL OTRO EN DESAFIO. Encuentro Internacional de Creadores y Pensadores en Artes Visuales y Nuevos Medios desde la Periferia

El Grupo de Investigación Feliza Bursztyn: Redes, Arte, Cultura de la Universidad del Atlántico organiza , con el apoyo del Departamento Administrativo de Ciencia, Tecnología e Innovación (COLCIENCIAS), la Vicerrectoría de Investigación, Extensión y Proyección Social, la Facultad de Bellas Artes y la Consejería Cultural de la Embajada de España en Colombia, del 21 al 23 de noviembre, en el Centro Cultural La Española de CAJACOPI, en Barranquilla. El evento se constituye en uno de los primeros en el Caribe, en abordar el debate sobre la otredad desde la investigación creación en el campo de las prácticas artísticas contemporáneas.

El Otro en Desafío es un encuentro de carácter interdisciplinar que parte de las artes visuales en la confluencia de pensadores/as y creadores/as teniendo en cuenta las repercusiones de las redes sociales y las nuevas tecnologías en el ámbito de la vida privada y de la forma que tienen de interrelacionarse las individualidades en la comprensión del Otro.

Las secciones temáticas a través de las cuales se orientarán las discusiones durante tres días son: El Otro vigilado (El poder sobre el otro y el control de los significados panoptismo/Foucault, nuevas formas de control social); De lo privado en lo público (Lo personal como político); y Arte y Parte (artivismo, manifestaciones sociales, masa crítica, flashmobs, etc).

INVITADAS E INVITADOS ESPECIALES 

Rolf Abderhalden (Colombia)

Liliana Angulo (Colombia - USA)

Ricardo Arcos Palma (Colombia)

Lucrezia Cippitelli (Italia)

Alexandra Gelis (Colombia - Canadá)

Nadia Granados (Colombia) 

Federico Guzmán (España)

Andrés Isaac Santana (Cuba – España)

Carlos María Romero (Colombia)

http://www.uniatlantico.edu.co/uatlantico/eventos/el-otro-en-desaf-o-encuentro-internacional-de-creadores

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Como preparación para este evento se llevó a cabo un Laboratorio/ taller de exploración llamado MARICONERÍA Subversión en movimiento, sobre las posibilidades poéticas de lo marica, con Ruvén Suárez, Carlos Donado, Margaret Carrillo, Angélica Tampo y Andrea Cotamo, 4 artistas estudiantes de la universidad organizadora. 

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Photos: Demis Pinedo y Ruvén Suárez Urariyú

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CROSSOVER Carlos Maria / AUDITION DJ SET Martin Chramosta

Please join us for two performances in the evening of Thursday, May 31th at Double Double Land, 209 Augusta Ave., Toronto M5T 2L4, at 7 p.m.

Carlos Maria, who is currently in an Artist Residency hosted by the University of Quebec and the Office for Culture of the Mayor of Bogotá, will explore queer performance and movement in his performance called CROSSOVER

Martin Chramosta, who is currently an Artist in Residence at the Darling Foundry (MTL) will hold an AUDITION DJ-SET and celebrate the release of his 5 brand new loungy feel good party tunez with YOU.

More on the artists:

Carlos Maria continues in Double Double Land developing his project CROSSOVER. Meditations on the cultural body. The artist adopts the anglicism crossover to represent the merge of dance, music and poetry in a performative approach. In an arrangement related to styles, rhythmic elements and expressions that habitually don't go together, Maria introduces us in a questionnaire about gender, a research on the identifiable of the queer being in terms of movement. The artist affirms that this being relays in a state of interstitial, recognisable and undefined at the same time. He considers it a -cultural body- that gets re-shaped during the art action. (Source: Constanza Camelo-Suarez)

Martin Chramosta is a graduate of the Institut Kunst, HGK Basel. His work is based on the points of intersection between the worlds of music and the visual arts through several mediums : illustration, performance, installation and video. He directs his research in the field of alternative, popular and elitist cultures. Between reality and fiction, he turns away and blurs the reading while questioning the commonplace and the rules belonging to the world of art. Martin Chramosta is in residence at Darling Foundry, Montréal until June 2012. http://www.martinchramosta.net/

 

https://www.facebook.com/events/388881271162070/?ref=23

 

Clip: Alexandra Gelis 

  Turner Contemporary Gallery    Late Night Live: Walk   Performance  30 March 2012  6 - 10pm Throughout the whole gallery Free  Join us for our monthly Late Night Live event, when the gallery stays open until 10pm.  For one weekend, Siobhan Davies Dance presents live performances, sound and film works from ROTOR, an exhibition inspired by walking in a circle.  Starting with Late Night Live: Walk from 6 - 10pm on Friday 30 March, Siobhan Davies, EV Crowe and Matteo Fargion present film and performance works.  Late Night Live: Walk, Friday 30 March 6 - 10pm  Siobhan Davies Dance are joined by artists, choreographers and dancers who are inspired by the act of walking.  Artists and performances:    Choreographer Carlos Maria and dance artist  William Collins     Crossover   This ‘walking performance’ happens at sporadic moments throughout the four hour event. Experienced by chance by visitors, the performance can appear and disappear, pause, stand by, freeze, accelerate, slow down, relate or not to the people close to it. The walking will be a free action that won’t tell a story, represent anything, will not be attached to transporting a body, but will render a repetitive movement that shapes, misshapes or reshapes the body and its perception.  Event timings, Friday 30 March:  The Score by Siobhan Davies (film)  6.10 - 6.30pm / 6.40 - 7pm / 7.10 - 7.30pm / 7.40 - 8pm / 8.10 - 8.30pm  Live Feed by EV Crowe (live performance) 6.30pm / 7.00pm / 7.30pm / 8.00pm /8.30pm / 9pm  Crossover (performance) by Carlos Maria and William Collins Regular slots 6 - 10pm  Rut Blees Luxemberg talk 7 - 8pm  The traveller walking walking walking through… (sound poem) 8.30 - 9pm    http://www.turnercontemporary.org/whats-on/00000000286/late-night-live-walk   In the frame of the exhibitios Hamish Fulton: Walk and J.M.W. Turner and the Elements   http://www.turnercontemporary.org/exhibitions/hamish-fulton  +  http://www.turnercontemporary.org/exhibitions/turner-and-the-elements      Photos of the event by  Alastair Fyfe   More photos:  http://salivastring.tumblr.com/post/103775457156/turner-contemporary-gallery-late-night-live  +  http://salivastring.tumblr.com/post/103774129396/turner-contemporary-gallery-late-night-live
       
     

Turner Contemporary Gallery

Late Night Live: Walk

Performance

30 March 2012

6 - 10pm Throughout the whole gallery Free

Join us for our monthly Late Night Live event, when the gallery stays open until 10pm.

For one weekend, Siobhan Davies Dance presents live performances, sound and film works from ROTOR, an exhibition inspired by walking in a circle.

Starting with Late Night Live: Walk from 6 - 10pm on Friday 30 March, Siobhan Davies, EV Crowe and Matteo Fargion present film and performance works.

Late Night Live: Walk, Friday 30 March 6 - 10pm

Siobhan Davies Dance are joined by artists, choreographers and dancers who are inspired by the act of walking.

Artists and performances: 

Choreographer Carlos Maria and dance artist William Collins

Crossover

This ‘walking performance’ happens at sporadic moments throughout the four hour event. Experienced by chance by visitors, the performance can appear and disappear, pause, stand by, freeze, accelerate, slow down, relate or not to the people close to it. The walking will be a free action that won’t tell a story, represent anything, will not be attached to transporting a body, but will render a repetitive movement that shapes, misshapes or reshapes the body and its perception.

Event timings, Friday 30 March:

The Score by Siobhan Davies (film)

6.10 - 6.30pm / 6.40 - 7pm / 7.10 - 7.30pm / 7.40 - 8pm / 8.10 - 8.30pm

Live Feed by EV Crowe (live performance) 6.30pm / 7.00pm / 7.30pm / 8.00pm /8.30pm / 9pm

Crossover (performance) by Carlos Maria and William Collins Regular slots 6 - 10pm

Rut Blees Luxemberg talk 7 - 8pm

The traveller walking walking walking through… (sound poem) 8.30 - 9pm 

http://www.turnercontemporary.org/whats-on/00000000286/late-night-live-walk

In the frame of the exhibitios Hamish Fulton: Walk and J.M.W. Turner and the Elements

http://www.turnercontemporary.org/exhibitions/hamish-fulton + http://www.turnercontemporary.org/exhibitions/turner-and-the-elements

 

Photos of the event by Alastair Fyfe

More photos: http://salivastring.tumblr.com/post/103775457156/turner-contemporary-gallery-late-night-live + http://salivastring.tumblr.com/post/103774129396/turner-contemporary-gallery-late-night-live

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 zürich moves! festival for dance and performance presents XOVER by Carlos Maria Romero & Helio Reguera & Michael Hart at  Réunion , on Monday 16th March at 20h [Swiss Premier / Free Entrance].  Wie bewegen sich Homos? Diese Frage treibt Carlos Maria Romero um. In Crossover ergründet sie die Sprache queerer Körper. Derjenigen Körper also, welche in kein Geschlechterschema passen, welche sich in einem Zwischenzustand befinden und sowohl unterscheidbar wie auch undefinierbar sind. Gemeinsam mit verschiedenen Künstlern erfindet sie in jeder Performance das kulturelle Wesen von Aktion neu - ganz nah am Publikum.   www.tanzhaus-zuerich.ch/projekte/crossover       About the artists:  Michael Hart (New Orleans/ New York) is a performer, photographer, curator and producer. In the last 5 years he has travelled between Europe, South America and the USA producing the work of choreographer Trajal Harrell and since 2013 also Carlos Maria Romero’s project “Crossover”. In 2014 Hart became co-author of the performance 'bubbles' with CMR. www.hartharthart.com   Helio Reguera studied art history and electronic music in Barcelona. He recorded and played with several bands and musical projects that he formed, NITCH, FANG, Ultratomba, and more recently solo, Nøn-Oxymorøn. He has done work for theater projects and short movies and photographed fashion editorials for Vice Magazine in Spain, Belgien, Brazil and Mexico. He is based in London.  www.soundcloud.com/n-n-oximoron        https://www.facebook.com/events/1412554182382779/1412674335704097/
       
     

zürich moves! festival for dance and performance presents XOVER by Carlos Maria Romero & Helio Reguera & Michael Hart at Réunion, on Monday 16th March at 20h [Swiss Premier / Free Entrance].

Wie bewegen sich Homos? Diese Frage treibt Carlos Maria Romero um. In Crossover ergründet sie die Sprache queerer Körper. Derjenigen Körper also, welche in kein Geschlechterschema passen, welche sich in einem Zwischenzustand befinden und sowohl unterscheidbar wie auch undefinierbar sind. Gemeinsam mit verschiedenen Künstlern erfindet sie in jeder Performance das kulturelle Wesen von Aktion neu - ganz nah am Publikum.  www.tanzhaus-zuerich.ch/projekte/crossover 

 

About the artists:

Michael Hart (New Orleans/ New York) is a performer, photographer, curator and producer. In the last 5 years he has travelled between Europe, South America and the USA producing the work of choreographer Trajal Harrell and since 2013 also Carlos Maria Romero’s project “Crossover”. In 2014 Hart became co-author of the performance 'bubbles' with CMR.www.hartharthart.com

Helio Reguera studied art history and electronic music in Barcelona. He recorded and played with several bands and musical projects that he formed, NITCH, FANG, Ultratomba, and more recently solo, Nøn-Oxymorøn. He has done work for theater projects and short movies and photographed fashion editorials for Vice Magazine in Spain, Belgien, Brazil and Mexico. He is based in London. www.soundcloud.com/n-n-oximoron 

 

https://www.facebook.com/events/1412554182382779/1412674335704097/

  La Poderosa  tiene el gusto de presentar el próximo domingo 10 de Mayo:   CROSSOVER , un proyecto de Carlos Maria Romero, en colaboración con Michael Hart y Helio Reguera.  Sobre CROSSOVER, Maria Romero escribe: “He tenido siempre una fascinación por como se mueven l*s maricones. La curiosidad por cómo se conforma la mirada sobre est*s/nosotr*s y de qué están hechos poéticamente esos cuerpos me ha llevado a ocuparme en el asunto a través de colaboraciones con varios artistas visuales y escénicos.  Crossover es en Colombia un tipo de fiesta popular en la que se mezclan estilos de música disimiles. Me apropio de esta “operación curatorial” para enlazar danza, sonido y poemas. La poesía se presenta aquí como un espacio de transgresión gramatical y racional en aras de una re-configuración semántica, y me conecta con el modo en el que ‘las locas’ se mueven.   El sonido grita aquí por un lugar para destruir y reformar lo reconocible. Un tartamudeo, un balbuceo, un taconeo, un saboreo, una insinuación silenciada o una imposibilidad de vocalizar una emoción excedida. A través de una situación performática introduzco físicamente al público en una investigación de lo que es identificable en cuanto al movimiento de lo que se encaja en algún género como al del ser marica, que para mí, se encuentra en un estado intersticial, tanto reconocible como indeterminado. Lo defino como un cuerpo cultural que se recompone también a través de la acción de arte.  No quiero tener la última palabra sobre el tema, por lo tanto dejo el proyecto abierto y para cada encarnación del mismo, trabajo con colaboradores locales.” En este ocasión con el fotógrafo/ performer/productor Michael Hart y el músico electrónico Helio Reguera, quien además hará un concierto de su nuevo proyecto en solitario Nøn-Oxymorøn.  CROSSOVER fue desarrollado y presentado en: Galería Turner Contemporary (Margate, Reino Unido), Tanks/ TATE (Londres), Le Lobe (Chicoutimi, Canada), Fonderie Darling (Montreal), Double Double Land (Toronto), Galería Santa Fé (Bogotá), Universidad del Atlántico (Barranquilla), The Spectrum y 280 Washington Ave (Nueva York), ESPAI ERRE (Barcelona), Centro Coreográfico da Cidade (Rio de Janeiro) y Galería Réunion (Zürich).  19:00_ Abren puertas 19:30 _ CROSSOVER 20:50_ Nøn-Oxymorøn   La Poderosa  / Riereta, 18 2on 08001 Barcelona Entrada al evento: 5 €  Muchas gracias a Nev Schulman por su generoso apoyo.      http://www.lapoderosa.es/index.php?idioma=es&Mparam=agitacion-cultural&Sparam=crossover    https://www.facebook.com/events/384724321719760/
       
     

La Poderosa tiene el gusto de presentar el próximo domingo 10 de Mayo:

CROSSOVER, un proyecto de Carlos Maria Romero, en colaboración con Michael Hart y Helio Reguera.

Sobre CROSSOVER, Maria Romero escribe: “He tenido siempre una fascinación por como se mueven l*s maricones. La curiosidad por cómo se conforma la mirada sobre est*s/nosotr*s y de qué están hechos poéticamente esos cuerpos me ha llevado a ocuparme en el asunto a través de colaboraciones con varios artistas visuales y escénicos.

Crossover es en Colombia un tipo de fiesta popular en la que se mezclan estilos de música disimiles. Me apropio de esta “operación curatorial” para enlazar danza, sonido y poemas. La poesía se presenta aquí como un espacio de transgresión gramatical y racional en aras de una re-configuración semántica, y me conecta con el modo en el que ‘las locas’ se mueven. 

El sonido grita aquí por un lugar para destruir y reformar lo reconocible. Un tartamudeo, un balbuceo, un taconeo, un saboreo, una insinuación silenciada o una imposibilidad de vocalizar una emoción excedida. A través de una situación performática introduzco físicamente al público en una investigación de lo que es identificable en cuanto al movimiento de lo que se encaja en algún género como al del ser marica, que para mí, se encuentra en un estado intersticial, tanto reconocible como indeterminado. Lo defino como un cuerpo cultural que se recompone también a través de la acción de arte.

No quiero tener la última palabra sobre el tema, por lo tanto dejo el proyecto abierto y para cada encarnación del mismo, trabajo con colaboradores locales.” En este ocasión con el fotógrafo/ performer/productor Michael Hart y el músico electrónico Helio Reguera, quien además hará un concierto de su nuevo proyecto en solitario Nøn-Oxymorøn.

CROSSOVER fue desarrollado y presentado en: Galería Turner Contemporary (Margate, Reino Unido), Tanks/ TATE (Londres), Le Lobe (Chicoutimi, Canada), Fonderie Darling (Montreal), Double Double Land (Toronto), Galería Santa Fé (Bogotá), Universidad del Atlántico (Barranquilla), The Spectrum y 280 Washington Ave (Nueva York), ESPAI ERRE (Barcelona), Centro Coreográfico da Cidade (Rio de Janeiro) y Galería Réunion (Zürich).

19:00_ Abren puertas
19:30 _ CROSSOVER
20:50_ Nøn-Oxymorøn 

La Poderosa  / Riereta, 18 2on 08001 Barcelona
Entrada al evento: 5 €

Muchas gracias a Nev Schulman por su generoso apoyo.

 

http://www.lapoderosa.es/index.php?idioma=es&Mparam=agitacion-cultural&Sparam=crossover

https://www.facebook.com/events/384724321719760/

   OJO#5     - Diciembre 2014    # Partener Contemporáneo: acerca de la necesidad de otros para construir – de Eugenia Cadús (Argentina)   * Sobre Juan Onofri Barbato y Agnese Vanaga    ## Cuerpos biomaquínicos y composición sonora: la actual complejidad de nuestro preguntar – de Jaqueline Vasconcellos (Brasil)   *Sobre Thiago Salas Gomes y Cadós Sanchez    ### “Crossover” Carlos María, o el sagaz encubrimiento del cuerpo más vulnerable - de Nathalie Buenaventura (Colombia)     *Sobre Carlos María Romero    #### La actualización de una tradición: el circo en la escena contemporánea montevideana – de Virginia Alonso (Uruguay)    *Sobre Fernanda Carratú y Patricia Gómez    OJO#5   Podés leerlo en la WEB o descargarte el PDF haciendo click:   www.granerbcn.cat/wp-content/uploads/OJO5.pdf   O en formato revista haciendo click acá:  http://issuu.com/fanzineojo/docs/ojo5/1?e=9520156%2F10698784   O acá  http://salivastring.tumblr.com/post/107495283841/ojo-5-december-28th-2014-difusion-de-las-artes    -   OJO Difusión de las artes vivas contemporáneas iberoamericanas. OJO da visibilidad a propuestas contemporáneas de artes vivas iberoamericanas de creadores multidisciplinares de: Argentina, Brasil, Uruguay, Chile, Colombia, México y España, que centren su trabajo en el lenguaje del movimiento.    Cada número de OJO incluye 4 artículos, sobre creadores y sus contextos de trabajo, bajo una licencia CC. El equipo de coordinadores asume los contenidos de su país (ya sea escribiendo el artículo o encargándolo a autores vinculados a las artes y la teoría del movimiento) y son: Lucía Naser (Uruguay), Micaela Moreno (Argentina), Vanilton Lakka (Brasil), Javier Contreras (México), Eloisa Jaramillo (Colombia), Maria José Cifuentes (Chile) y Raquel Tomàs (España).    En PENSAMIENTO - Graner (Centro de Creación del Cuerpo y el Movimiento) con la gestión del Mercat de les Flors    Encontrá TODAS las ediciones de OJO en    la Web del Graner :   http://granerbcn.cat/fanzine-ojo/   ---      “CROSSOVER” CARLOS MARÍA   O EL SAGAZ ENCUBRIMIENTO DEL CUERPO MÁS VULNERABLE   //   NATHALIE BUENAVENTURA   (COLOMBIA)    En 1810 aparece un corto ensayo del escritor alemán Heinrich Von Kleist enmarcado en una conversación entre él mismo y el señor C., quien ostenta el título de primer bailarín de la Ópera de una imaginada ciudad. Hay un mo- mento de esta conversación en el cual es narrada una anécdota que referiré a continuación a manera de apertura para el presente documento: Hay un joven dándose un baño en compañía del mismo Kleist. Tal vez, el joven tenga quince o dieciséis años. En un momento, el jovencito se dispone a secar sus pies, y apoyando su pie sobre un tabu- rete, se inclina a secarlo. En este momento, el joven puede verse a sí mismo frente a un espejo; al mismo tiempo, su acompañante le observa atentamente. Los dos notan un suceso excepcional: El jovencito ha logrado encarnar de la manera más viva y graciosa una escultura romana del siglo II, “El niño de la espina”. La escultura presenta a un niño tratando de sacar una espina de su pie. El jovencito se ve a sí mismo envestido por la gracia exactísima de la helénica escultura, lo manifiesta abiertamente y su acompañante lo atestigua también. Sin embargo, el acceso de júbilo y placer que da al joven, saberse en un instante tan exquisito y gracioso, es cortado de raíz cuando Kleist, a propósito, niega todo parecido del muchacho con la escultura. El relato prosigue narrando la crisis que arremete en el joven, quien una y otra vez, repite el mismo movimiento, buscando probar su parecido con la escultura. Nunca más consigue la misma aparición y la angustia que esto le causa, sumerge al chico en una profunda depresión, la cual termina por, eclipsar su fulgor, y su propia imagen se extingue hasta la sombra en consonancia perfecta con el romanticismo alemán del siglo XIX, del cual es producto emblemático, el ensayo de Kleist.  Carlos María Romero nació en Barranquilla Colombia, en la segunda mitad de nuestro aun cercano siglo XX. Este documento es una incipiente, breve y de seguro incompleta acción interpretativa de una de sus obras. Basaré este ejercicio interpretativo en una perspectiva insolente: la del espectador que ignora el discurso de un artista. El contexto en el cual aparece el trabajo de un artista como Carlos María es sin duda, un suceso ejemplar de “la efigie contemporánea del creador” bajo la cual atestiguamos y legitimamos el arte. Su obra surge en el campo de las Artes Vivas e involucra una gran cantidad de elementos entre los cuales se encuentra una fuerte formación en danza, una imbatible voluntad por penetrar y comprender los círculos de las Artes Plásticas y visuales, una serie de coyunturas vitales y geográficas, y el elemento articulador más estratégico: una rápida absorción de los lenguajes académicos que hoy por hoy constituyen las bases de comprensión y circulación de la gran mayoría de las mani- festaciones de las artes. Las siguientes consideraciones pretenden observar un aspecto de su trabajo a la luz de un instrumento metodológico, un poco más anacrónico y más colonial: El de la contrastación con los fantasmas del pasado, tradicionales fuentes de conocimiento cuyos principios siguen respirando en nuestra nuca; el romanticismo eurocéntrico es uno de ellas.  Carlos María creció en Barranquilla, pero partió prácticamente exiliado a Alemania, donde fueron formados du- ramente los músculos eurocéntricos de un pájaro de fuego amodernado; fue también allí donde absorbió con una habilidad enorme un repertorio de formas de producción y circulación de arte contemporáneo y de enlazamiento de discursos. Su retorno a Colombia, acaba por crear una triangulación impecable, cuyo resultado es una generación de obras irremediablemente “precisas” “justas” “redondas” no tanto en torno a su contenido y calidad estética, como a su posicionamiento político: el arte es poder. La palabra es poder. La periferia halló una ruta al centro. No ha uno escrito dos palabras sobre Carlos María, cuando ya él mismo ha creado un nuevo discurso espléndido sobre sí mismo; se crea la obra, se crea el escenario, se crea el discurso. Esta es la clase de artista que reclama y manifiesta poder; emergiendo en un momento álgido de las discusiones sobre colonialidad y sub-alternidad, ha equiparado fuerzas opuestas e interpretado el tiempo-espacio que lo produce y ha obtenido una aguda habilidad de producirse a sí mismo; sólo hay una oposición frente a tal astucia: no es posible crear la obra, el escenario y el discurso, sin crear también al espectador.  Como mencioné anteriormente, se habla de un joven tremendamente ingenuo, quien encarna la más espléndida presencia, pero la pierde dolorosamente por acción deliberada de un auténtico testigo de la misma. Hegel, como es sabido, en un ya añejo aliento ideal, dirá cosas como “El artista es igual al héroe; no sabe lo que hace” y con ello ayuda tremendamente a levantar una mitología que marcó mucho tiempo los conjuntos de roles del arte, el artista y el deber del arte; bajo esta cobertura, un exceso de conciencia sobre la propia acción puede hacer desaparecer irremediablemente la belleza del movimiento, la superioridad de una imagen, la cumbre de cualquier manifes- tación artística. En bruto contraste con ello, Carlos María afirma a propósito de su obra “crossover”, presentada en varios escenarios inter y transnacionales “He tenido siempre una fascinación por cómo se mueven lxs maricones”. Sucede en vez de separarse de la imagen del trémulo muchacho, opera una combinación entre el muchacho y su acompañante: es quien al moverse, encarna una gracia irrepetible, y es a su vez, quien lo ve desde afuera, y lo cas- tra. Es un artista que sabe en extremo “lo que hace”. “Tener una fascinación por el movimiento de los maricones” es tanto portar en el cuerpo la magia del mismo, como portar la capacidad de nombralo a voluntad; en este caso, no es la gracia efímera de una efigie memorable, sino la capacidad de hablar de género, y no de cualquier manera. Se habla con poder. Tal es la incetidumbre del espectador, quien se pregunta a sí mismo si también es un producto de tal exposición de poder. Frente a esto, empiezo a demandar una oportunidad de formular preguntas. “He tenido siempre una fascinación por cómo se mueven lxs maricones”: Esto puede suponer que ha pasado largos momentos contemplando a maricones moverse, quienes han sido su objeto de fascinación y que ha empleado la mímesis en algún momento para hallar semejanza. Puede suponer también, que él mismo es un maricón cuya imagen en el espejo ha proveído el conocimiento de un movimiento sumamente placentero y un deseo de auto exposición. Sin embargo, hasta el momento la alusión “a los maricones” es la envolvente más llamativa y por un momento todo lo demás parece perder importancia. Esta envolvente funciona a la manera del decorado con fondant de un deli- cioso pastel, el cual retrasa el momento de clavar el cuchillo, y sacar una tajada para comérsela, y todo porque el decorado de fondant luce muy bien. Carlos María manifiesta que la muerte de un chico a causa de “su manera de caminar” es el punctum de su espectro vital, el cual termina por detonar crossover. Este punctum es la completa combinación entre el ojo que ve al joven bañista y el bañista mismo; es la forma contemporánea en la que solemos dar sentido y razón a la forma artística. Si se desplaza esta fuerza combinada “punctum” y tendemos hacia una posible desmantelación de las envolventes de la obra, la fuerza de la noción de género no sería el único centro de sentido de la obra. ¿Quién es Carlos María en el espacio? ¿Cuál es la naturaleza plástica y espacio temporal de su presencia en el escenario? ¿Qué es lo que vive un simple espectador en presencia de su obra? ¿Están todos los signos de su trabajo determinados por su propio discurso?  Hablaré de la obra de Carlos María de esta manera: La aparición de una extraordinaria vulnerabilidad cuya única y efímera presencia, idéntica a la del muchacho tonto, ha desarrollado con una tremenda artificialidad/genuinidad un sistema de repetición y reproductibilidad de un único momento en el tiempo y el espacio: no son los despam- panantes elementos acertivos de crossover, como el tocado de carnaval que a su vez es el plumaje de un ave do- lorosamente castrada pero fértil, ni la exhibición grosera de la abertura de su tracto opuesto a su boca, ni la casi perfecta e irritante modulación del espacio bidimensional en relación al tridimensional; no son éstos, los elementos más determinantes de la calidad e interés en su trabajo. Me atrevo a aseverar que es la frágil y en extremo técnica presencia corporal del artista en el espacio, aquello que provoca en el espectador una sensación más compleja, más oblicua, más vital y más memorable. Cuando vi a Carlos María por primera vez en un espacio protagónico, vi a un bailarín diestro y astuto, quien sin embargo, portaba un “estupor” apenas visible por entre “la maricada”. Unos años después, lo vi ejecutando “crossover”, y gratamente presencié esa conmovedora estupidez, en este caso atendonada a un nivel de control y super conciencia temporal francamente exquisito, lleno de equilibrios, balances y variaciones: Estupor transformado en gracia. Aunque su mérito performático ha sido el de los extremos travestis, insectos, y maquilladores de Sarduy, esto es, el perfecto disfrazamiento y la mímesis lujuriosa, si el espectador de obras como las de Carlos María resiste la fuerza de la estratagema espléndida, y rompe la coraza cultural que envuelve y perfuma los espacios y las presencias, hallará un vínculo tan profundamente humano, tan efímero como cierto, que el cuerpo profesional del performer, tornará en la más vulgar de las emociones. De esta manera, se está adentro de una comunicación que revienta las vulgaridades de las palabras, se presencia un cuerpo en agonía, insaciable, lleno de gracia, y tan tonto como cualquier otro. Y es así como un ano expuesto cuya regurgitación es un huevo que cae como de la torre de Pisa, deja atrás, muy atrás cualquier constructo cultural y se torna en una experiencia Viva. Se es partícipe al fin de una conversación que empezó mucho antes de que se crearan los alfa- betos y las guerras culturales.  Aún, si el presente documento fuera tan sólo un delirio de un espectador despistado, un maniqueo en torno a un suceso, tengo certeza sobre la gran incompletitud que puebla la experiencia del arte. Las artes vivas surgieron para emanciparse por sobre muchas limitantes que estaban doblegando la fuerza política y libertaria del cuerpo en medio de las prácticas del arte y de la sociedad, y sin embargo, rápidamente surgen cánones de apropiación de los modos de aparecer de esos artistas. Tocando someramente y de una manera muy inicial, el trabajo de un artista Colombiano enmarcado en una práctica muy fuerte entre las comunidades del arte vigentes, me atrevo a formular un problema en torno no tanto a las estrategias de los artistas de las artes vivas para desenvolverse en el medio, como del lugar de los espectadores en medio de una álgida producción de obras y sucesos.  ¿Para los espectadores y contempladores del arte, seguirá siendo suficiente comprender y aprehender las mani- festaciones de las Artes Vivas, las Artes del Cuerpo y las Artes Performáticas con instrumentos de comprensión exactos a los instrumentos de generación de obras, artistas, espacios y discursos y si es así, estamos migrando de una generación de obras y apariciones del arte canonizadas a una generación de espectadores homogeneizados y adaptados a cánones de asimilación?      Pregunta al lector:    # ¿Para los espectadores y contempladores del arte, seguirá siendo suficiente comprender y aprehender las manifestaciones de las Artes Vivas, las Artes del Cuerpo y las Artes Performáticas con instrumentos de comprensión exactos a los instrumentos de generación de obras, artistas, espacios y discursos y si es así, estamos migrando de una generación de obras y apariciones del arte canonizadas a una generación de espectadores homogeneizados y adaptados a cánones de asimilación?   Referencias bibliográficas:    # Másmela, Carlos. La conciencia y la gracia, una interpretación filosófica sobre el teatro de marion- etas de Heinrich von Kleist. Colección Otraparte, Ed.de la Universidad de Antioquia, 2001.       NATHALIE BUENAVENTURA //  Artista plástica, magister interdisciplinar en teatro y artes vivas. Su campo de trabajo está dado en la triada dibujo-cuerpo-escritura. Actualmente es profesora en la Univer- sidad Jorge Tadeo Lozano en el área de creación y escritura y en la Universidad Nacional de Colombia en la Maestría en Educación artística. 
       
     

OJO#5 - Diciembre 2014
# Partener Contemporáneo: acerca de la necesidad de otros para construir – de Eugenia Cadús (Argentina)
* Sobre Juan Onofri Barbato y Agnese Vanaga 
## Cuerpos biomaquínicos y composición sonora: la actual complejidad de nuestro preguntar – de Jaqueline Vasconcellos (Brasil)
*Sobre Thiago Salas Gomes y Cadós Sanchez
### “Crossover” Carlos María, o el sagaz encubrimiento del cuerpo más vulnerable - de Nathalie Buenaventura (Colombia)
*Sobre Carlos María Romero
#### La actualización de una tradición: el circo en la escena contemporánea montevideana – de Virginia Alonso (Uruguay) 
*Sobre Fernanda Carratú y Patricia Gómez

OJO#5
Podés leerlo en la WEB o descargarte el PDF haciendo click:
www.granerbcn.cat/wp-content/uploads/OJO5.pdf
O en formato revista haciendo click acá:http://issuu.com/fanzineojo/docs/ojo5/1?e=9520156%2F10698784

O acá http://salivastring.tumblr.com/post/107495283841/ojo-5-december-28th-2014-difusion-de-las-artes

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OJO Difusión de las artes vivas contemporáneas iberoamericanas. OJO da visibilidad a propuestas contemporáneas de artes vivas iberoamericanas de creadores multidisciplinares de: Argentina, Brasil, Uruguay, Chile, Colombia, México y España, que centren su trabajo en el lenguaje del movimiento.

Cada número de OJO incluye 4 artículos, sobre creadores y sus contextos de trabajo, bajo una licencia CC. El equipo de coordinadores asume los contenidos de su país (ya sea escribiendo el artículo o encargándolo a autores vinculados a las artes y la teoría del movimiento) y son: Lucía Naser (Uruguay), Micaela Moreno (Argentina), Vanilton Lakka (Brasil), Javier Contreras (México), Eloisa Jaramillo (Colombia), Maria José Cifuentes (Chile) y Raquel Tomàs (España).

En PENSAMIENTO - Graner (Centro de Creación del Cuerpo y el Movimiento) con la gestión del Mercat de les Flors

Encontrá TODAS las ediciones de OJO en 
la Web del Graner :
http://granerbcn.cat/fanzine-ojo/

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“CROSSOVER” CARLOS MARÍA O EL SAGAZ ENCUBRIMIENTO DEL CUERPO MÁS VULNERABLE // NATHALIE BUENAVENTURA (COLOMBIA)

En 1810 aparece un corto ensayo del escritor alemán Heinrich Von Kleist enmarcado en una conversación entre él mismo y el señor C., quien ostenta el título de primer bailarín de la Ópera de una imaginada ciudad. Hay un mo- mento de esta conversación en el cual es narrada una anécdota que referiré a continuación a manera de apertura para el presente documento: Hay un joven dándose un baño en compañía del mismo Kleist. Tal vez, el joven tenga quince o dieciséis años. En un momento, el jovencito se dispone a secar sus pies, y apoyando su pie sobre un tabu- rete, se inclina a secarlo. En este momento, el joven puede verse a sí mismo frente a un espejo; al mismo tiempo, su acompañante le observa atentamente. Los dos notan un suceso excepcional: El jovencito ha logrado encarnar de la manera más viva y graciosa una escultura romana del siglo II, “El niño de la espina”. La escultura presenta a un niño tratando de sacar una espina de su pie. El jovencito se ve a sí mismo envestido por la gracia exactísima de la helénica escultura, lo manifiesta abiertamente y su acompañante lo atestigua también. Sin embargo, el acceso de júbilo y placer que da al joven, saberse en un instante tan exquisito y gracioso, es cortado de raíz cuando Kleist, a propósito, niega todo parecido del muchacho con la escultura. El relato prosigue narrando la crisis que arremete en el joven, quien una y otra vez, repite el mismo movimiento, buscando probar su parecido con la escultura. Nunca más consigue la misma aparición y la angustia que esto le causa, sumerge al chico en una profunda depresión, la cual termina por, eclipsar su fulgor, y su propia imagen se extingue hasta la sombra en consonancia perfecta con el romanticismo alemán del siglo XIX, del cual es producto emblemático, el ensayo de Kleist.

Carlos María Romero nació en Barranquilla Colombia, en la segunda mitad de nuestro aun cercano siglo XX. Este documento es una incipiente, breve y de seguro incompleta acción interpretativa de una de sus obras. Basaré este ejercicio interpretativo en una perspectiva insolente: la del espectador que ignora el discurso de un artista. El contexto en el cual aparece el trabajo de un artista como Carlos María es sin duda, un suceso ejemplar de “la efigie contemporánea del creador” bajo la cual atestiguamos y legitimamos el arte. Su obra surge en el campo de las Artes Vivas e involucra una gran cantidad de elementos entre los cuales se encuentra una fuerte formación en danza, una imbatible voluntad por penetrar y comprender los círculos de las Artes Plásticas y visuales, una serie de coyunturas vitales y geográficas, y el elemento articulador más estratégico: una rápida absorción de los lenguajes académicos que hoy por hoy constituyen las bases de comprensión y circulación de la gran mayoría de las mani- festaciones de las artes. Las siguientes consideraciones pretenden observar un aspecto de su trabajo a la luz de un instrumento metodológico, un poco más anacrónico y más colonial: El de la contrastación con los fantasmas del pasado, tradicionales fuentes de conocimiento cuyos principios siguen respirando en nuestra nuca; el romanticismo eurocéntrico es uno de ellas.

Carlos María creció en Barranquilla, pero partió prácticamente exiliado a Alemania, donde fueron formados du- ramente los músculos eurocéntricos de un pájaro de fuego amodernado; fue también allí donde absorbió con una habilidad enorme un repertorio de formas de producción y circulación de arte contemporáneo y de enlazamiento de discursos. Su retorno a Colombia, acaba por crear una triangulación impecable, cuyo resultado es una generación de obras irremediablemente “precisas” “justas” “redondas” no tanto en torno a su contenido y calidad estética, como a su posicionamiento político: el arte es poder. La palabra es poder. La periferia halló una ruta al centro. No ha uno escrito dos palabras sobre Carlos María, cuando ya él mismo ha creado un nuevo discurso espléndido sobre sí mismo; se crea la obra, se crea el escenario, se crea el discurso. Esta es la clase de artista que reclama y manifiesta poder; emergiendo en un momento álgido de las discusiones sobre colonialidad y sub-alternidad, ha equiparado fuerzas opuestas e interpretado el tiempo-espacio que lo produce y ha obtenido una aguda habilidad de producirse a sí mismo; sólo hay una oposición frente a tal astucia: no es posible crear la obra, el escenario y el discurso, sin crear también al espectador.

Como mencioné anteriormente, se habla de un joven tremendamente ingenuo, quien encarna la más espléndida presencia, pero la pierde dolorosamente por acción deliberada de un auténtico testigo de la misma. Hegel, como es sabido, en un ya añejo aliento ideal, dirá cosas como “El artista es igual al héroe; no sabe lo que hace” y con ello ayuda tremendamente a levantar una mitología que marcó mucho tiempo los conjuntos de roles del arte, el artista y el deber del arte; bajo esta cobertura, un exceso de conciencia sobre la propia acción puede hacer desaparecer irremediablemente la belleza del movimiento, la superioridad de una imagen, la cumbre de cualquier manifes- tación artística. En bruto contraste con ello, Carlos María afirma a propósito de su obra “crossover”, presentada en varios escenarios inter y transnacionales “He tenido siempre una fascinación por cómo se mueven lxs maricones”. Sucede en vez de separarse de la imagen del trémulo muchacho, opera una combinación entre el muchacho y su acompañante: es quien al moverse, encarna una gracia irrepetible, y es a su vez, quien lo ve desde afuera, y lo cas- tra. Es un artista que sabe en extremo “lo que hace”. “Tener una fascinación por el movimiento de los maricones” es tanto portar en el cuerpo la magia del mismo, como portar la capacidad de nombralo a voluntad; en este caso, no es la gracia efímera de una efigie memorable, sino la capacidad de hablar de género, y no de cualquier manera. Se habla con poder. Tal es la incetidumbre del espectador, quien se pregunta a sí mismo si también es un producto de tal exposición de poder. Frente a esto, empiezo a demandar una oportunidad de formular preguntas. “He tenido siempre una fascinación por cómo se mueven lxs maricones”: Esto puede suponer que ha pasado largos momentos contemplando a maricones moverse, quienes han sido su objeto de fascinación y que ha empleado la mímesis en algún momento para hallar semejanza. Puede suponer también, que él mismo es un maricón cuya imagen en el espejo ha proveído el conocimiento de un movimiento sumamente placentero y un deseo de auto exposición. Sin embargo, hasta el momento la alusión “a los maricones” es la envolvente más llamativa y por un momento todo lo demás parece perder importancia. Esta envolvente funciona a la manera del decorado con fondant de un deli- cioso pastel, el cual retrasa el momento de clavar el cuchillo, y sacar una tajada para comérsela, y todo porque el decorado de fondant luce muy bien. Carlos María manifiesta que la muerte de un chico a causa de “su manera de caminar” es el punctum de su espectro vital, el cual termina por detonar crossover. Este punctum es la completa combinación entre el ojo que ve al joven bañista y el bañista mismo; es la forma contemporánea en la que solemos dar sentido y razón a la forma artística. Si se desplaza esta fuerza combinada “punctum” y tendemos hacia una posible desmantelación de las envolventes de la obra, la fuerza de la noción de género no sería el único centro de sentido de la obra. ¿Quién es Carlos María en el espacio? ¿Cuál es la naturaleza plástica y espacio temporal de su presencia en el escenario? ¿Qué es lo que vive un simple espectador en presencia de su obra? ¿Están todos los signos de su trabajo determinados por su propio discurso?

Hablaré de la obra de Carlos María de esta manera: La aparición de una extraordinaria vulnerabilidad cuya única y efímera presencia, idéntica a la del muchacho tonto, ha desarrollado con una tremenda artificialidad/genuinidad un sistema de repetición y reproductibilidad de un único momento en el tiempo y el espacio: no son los despam- panantes elementos acertivos de crossover, como el tocado de carnaval que a su vez es el plumaje de un ave do- lorosamente castrada pero fértil, ni la exhibición grosera de la abertura de su tracto opuesto a su boca, ni la casi perfecta e irritante modulación del espacio bidimensional en relación al tridimensional; no son éstos, los elementos más determinantes de la calidad e interés en su trabajo. Me atrevo a aseverar que es la frágil y en extremo técnica presencia corporal del artista en el espacio, aquello que provoca en el espectador una sensación más compleja, más oblicua, más vital y más memorable. Cuando vi a Carlos María por primera vez en un espacio protagónico, vi a un bailarín diestro y astuto, quien sin embargo, portaba un “estupor” apenas visible por entre “la maricada”. Unos años después, lo vi ejecutando “crossover”, y gratamente presencié esa conmovedora estupidez, en este caso atendonada a un nivel de control y super conciencia temporal francamente exquisito, lleno de equilibrios, balances y variaciones: Estupor transformado en gracia. Aunque su mérito performático ha sido el de los extremos travestis, insectos, y maquilladores de Sarduy, esto es, el perfecto disfrazamiento y la mímesis lujuriosa, si el espectador de obras como las de Carlos María resiste la fuerza de la estratagema espléndida, y rompe la coraza cultural que envuelve y perfuma los espacios y las presencias, hallará un vínculo tan profundamente humano, tan efímero como cierto, que el cuerpo profesional del performer, tornará en la más vulgar de las emociones. De esta manera, se está adentro de una comunicación que revienta las vulgaridades de las palabras, se presencia un cuerpo en agonía, insaciable, lleno de gracia, y tan tonto como cualquier otro. Y es así como un ano expuesto cuya regurgitación es un huevo que cae como de la torre de Pisa, deja atrás, muy atrás cualquier constructo cultural y se torna en una experiencia Viva. Se es partícipe al fin de una conversación que empezó mucho antes de que se crearan los alfa- betos y las guerras culturales.

Aún, si el presente documento fuera tan sólo un delirio de un espectador despistado, un maniqueo en torno a un suceso, tengo certeza sobre la gran incompletitud que puebla la experiencia del arte. Las artes vivas surgieron para emanciparse por sobre muchas limitantes que estaban doblegando la fuerza política y libertaria del cuerpo en medio de las prácticas del arte y de la sociedad, y sin embargo, rápidamente surgen cánones de apropiación de los modos de aparecer de esos artistas. Tocando someramente y de una manera muy inicial, el trabajo de un artista Colombiano enmarcado en una práctica muy fuerte entre las comunidades del arte vigentes, me atrevo a formular un problema en torno no tanto a las estrategias de los artistas de las artes vivas para desenvolverse en el medio, como del lugar de los espectadores en medio de una álgida producción de obras y sucesos.

¿Para los espectadores y contempladores del arte, seguirá siendo suficiente comprender y aprehender las mani- festaciones de las Artes Vivas, las Artes del Cuerpo y las Artes Performáticas con instrumentos de comprensión exactos a los instrumentos de generación de obras, artistas, espacios y discursos y si es así, estamos migrando de una generación de obras y apariciones del arte canonizadas a una generación de espectadores homogeneizados y adaptados a cánones de asimilación?

 

Pregunta al lector:

# ¿Para los espectadores y contempladores del arte, seguirá siendo suficiente comprender y aprehender las manifestaciones de las Artes Vivas, las Artes del Cuerpo y las Artes Performáticas con instrumentos de comprensión exactos a los instrumentos de generación de obras, artistas, espacios y discursos y si es así, estamos migrando de una generación de obras y apariciones del arte canonizadas a una generación de espectadores homogeneizados y adaptados a cánones de asimilación?

Referencias bibliográficas:

# Másmela, Carlos. La conciencia y la gracia, una interpretación filosófica sobre el teatro de marion- etas de Heinrich von Kleist. Colección Otraparte, Ed.de la Universidad de Antioquia, 2001. 

 

NATHALIE BUENAVENTURA // Artista plástica, magister interdisciplinar en teatro y artes vivas. Su campo de trabajo está dado en la triada dibujo-cuerpo-escritura. Actualmente es profesora en la Univer- sidad Jorge Tadeo Lozano en el área de creación y escritura y en la Universidad Nacional de Colombia en la Maestría en Educación artística. 

 EXCLAMA —  Edición 19   / Marzo-Mayo 2013 /  ARTE    Pag. 28-29    UN HUEVO ES UN HUEVO   Escrito por Juan Nicolás Leguizamón  IMPRESIONES DE SIGUIENTE GRADO SOBRE LA OBRA CROSSOVER DE CARLOS MARÍA ROMERO.   La sala se encuentra en penumbra. La luz de un proyector dibuja siluetas humanas que dan pasos medidos y a la vez erráticos que les liberan, hacia adentro de la sala, de la diferencia entre sus contornos. Desde hace tiempo pienso que la falta de luz amplifica el eco de una memoria, no de lo vivido, sino una de esas memorias de lo original en la que está escrito que todo está hecho finalmente de la misma materia. Las siluetas se atenúan en masas como las de algunos objetos (un tocado, una pañoleta, algunos cables, una escalera...) que se adivinan dispuestos en el salón. Sin embargo, no hay nada que sobre- salga, todo resulta repentinamente –tal vez demasiado– horizontal.  La uniformidad percibida tiene algo de atroz al comienzo. Pero para lograr una verdadera horizontalidad tienen que pasar unos minutos, los necesarios para que se calmen los torbellinos en las mentes de las personas en la sala, para que se callen las voces que llevan en sus cabezas adonde quiera que vayan hoy, mañana, cualquier día, para que se diluyan las expectativas sobre lo que está a punto de ocurrir ahí. ¿Cómo? Es una operación refinada que resulta de la repetición ad infinitum del hacer arte. En ese momento, un chico que se ve nada más que como un chico abandona la sala retrocediendo; extrañamente retrocediendo aparece en la proyección: en el movimiento de retroceso se acerca, cada vez más, produciendo un efecto de zoom que no es operado por la cámara. Se acerca al límite de lo que entendemos por zoom. Se baja los pantalones y muestra el culo, siempre acercándose; atravesando el límite del zoom, logra hacer posible un zoom imposible, un zoom que se acerca tanto que la distancia entre cuerpo y cámara se hace negativa. Los espectadores ven en la proyección un objeto que es llevado dentro del cuerpo de este chico.  Afuera, el bluejean del chico vuelve a llevarse en la cintura, como se acostumbra. El chico levanta la cámara y con ella registra el recorrido de vuelta al interior de la sala. Ubica la cámara al nivel de un joven que se posa con un libro por delante de la pañoleta. La pañoleta está hecha con tela camuflada y el libro es de Huidobro. Lee en voz inaudible Altazor. Un fragmento. El chico hace varias cosas: se pone el tocado sobre la cabeza, activa un ventilador, juega con una suerte de paracaídas, se mueve. La sala suena gracias a todo ello. Cuando el joven termina de leer, enciende las luces de la sala revelando que los asistentes se han acomodado alrededor, contra las paredes, lejos del centro. Nadie quiere estar en el centro; digamos que así es la vida y no está mal. El chico se mueve ya sin el ventilador ni el paracaídas, solamente lleva el tocado que señala y amplifica todo lo que hace. Juega con las personas: sus movimientos amariconados van un soplo más allá de los movimientos simples y austeros; su cuerpo toma posturas raras; el movimiento simultáneo de sus dedos, ojos, labios, hombros, cadera (...) resulta de pronto de más valor que el utilizar los dedos, los ojos, los labios, los hombros o la cadera. Todo esto ocurre en un jugueteo en el que usa sus nalgas con las personas, jugueteo que sucede en la periferia, evitando así lo espectacular. Los movimientos parecen producirse en secuencias intermitentes. La gente ahí, ¿qué estará sucediendo con la gente allí? Presumiblemente están todos llevando sus inteligencias al límite de sus preconcepciones. Lo anormal, lo barroco, lo fatuo, lo adornado, lo excesivo. El pensamiento se mueve, el chico se mueve, el pensamiento se mueve, el chico... Al moverse, el mundo suena. Los presentes han sido colocados en un borde, el de lo contemplativo.  Bosanova. La tensión pasa pero el estado contemplativo no se dispersa. El chico toma la escalera y la transporta. El chico tiene tumbao al caminar y se desplaza fortuitamente por la sala en recorridos que parecen no llevar a ningún punto hasta que instala la escalera bajo una lámpara, cosa para la que podía haber evitado tanto adorno, pero no. Se sube a la escalera. Deja de subir a media altura y sus gestos corporales expresan gozo. Los pantalones bajan, el cuerpo toma una postura arqueada. A la altura de los ojos de los seres que contemplan va a presentar el objeto que lleva dentro de su cuerpo. Lo que se está a punto de atestiguar es de la naturaleza de un proceso que termina cuando el objeto es expulsado del cuerpo y cae. Un huevo se hace pedazos contra el suelo. Porque un huevo también cae.     CROSSOVER ES UNO DE LOS PROYECTOS DEL ARTISTA CARLOS MARÍA ROMERO EN EL QUE SE ENCUENTRA MÁS REFINADA LA OPERACIÓN DE SUGERIR AL ESPECTADOR QUE COMPLETELA OBRA O, QUE SEA ÉSTE QUIEN LA REALICE. SEGÚN MARÍA, EL PROYECTO SE ESCAPA DE LA CATALOGACIÓN COMO PERFORMANCE Y PREFIERE LLAMARLO “EVENTO”, UN EVENTO QUE NO SE HA PERCIBIDO DE LA MISMA MANERA CADA UNA DE LAS VECES QUE SE HA PRESENTADO DESDE 2012 EN LA GALERÍA SANTAFÉ EN BOGOTÁ, LA TURNER CONTEMPORARY EN EL REINO UNIDO, LA DOUBLE DOUBLE LAND EN CANADA, ENTRE OTROS LUGARES. EL TÉRMINO CROSSOVER HACE ALUSIÓN A LA RUMBA BARATA QUE SE PROGRAMA PARA QUE TODOS LA DISFRUTEN Y QUE, AL FINAL, NADIE TERMINA HACIÉNDOLO.       http://salivastring.tumblr.com/post/107499233436/exclama-edicion-19-marzo-mayo-2013-arte    https://www.youtube.com/watch?v=6G8imDvgjVw    http://www.revistaexclama.com/          
       
     

EXCLAMA — Edición 19  / Marzo-Mayo 2013 / ARTE  Pag. 28-29

UN HUEVO ES UN HUEVO

Escrito por Juan Nicolás Leguizamón

IMPRESIONES DE SIGUIENTE GRADO SOBRE LA OBRA CROSSOVER DE CARLOS MARÍA ROMERO. 

La sala se encuentra en penumbra. La luz de un proyector dibuja siluetas humanas que dan pasos medidos y a la vez erráticos que les liberan, hacia adentro de la sala, de la diferencia entre sus contornos. Desde hace tiempo pienso que la falta de luz amplifica el eco de una memoria, no de lo vivido, sino una de esas memorias de lo original en la que está escrito que todo está hecho finalmente de la misma materia. Las siluetas se atenúan en masas como las de algunos objetos (un tocado, una pañoleta, algunos cables, una escalera...) que se adivinan dispuestos en el salón. Sin embargo, no hay nada que sobre- salga, todo resulta repentinamente –tal vez demasiado– horizontal.

La uniformidad percibida tiene algo de atroz al comienzo. Pero para lograr una verdadera horizontalidad tienen que pasar unos minutos, los necesarios para que se calmen los torbellinos en las mentes de las personas en la sala, para que se callen las voces que llevan en sus cabezas adonde quiera que vayan hoy, mañana, cualquier día, para que se diluyan las expectativas sobre lo que está a punto de ocurrir ahí. ¿Cómo? Es una operación refinada que resulta de la repetición ad infinitum del hacer arte. En ese momento, un chico que se ve nada más que como un chico abandona la sala retrocediendo; extrañamente retrocediendo aparece en la proyección: en el movimiento de retroceso se acerca, cada vez más, produciendo un efecto de zoom que no es operado por la cámara. Se acerca al límite de lo que entendemos por zoom. Se baja los pantalones y muestra el culo, siempre acercándose; atravesando el límite del zoom, logra hacer posible un zoom imposible, un zoom que se acerca tanto que la distancia entre cuerpo y cámara se hace negativa. Los espectadores ven en la proyección un objeto que es llevado dentro del cuerpo de este chico.

Afuera, el bluejean del chico vuelve a llevarse en la cintura, como se acostumbra. El chico levanta la cámara y con ella registra el recorrido de vuelta al interior de la sala. Ubica la cámara al nivel de un joven que se posa con un libro por delante de la pañoleta. La pañoleta está hecha con tela camuflada y el libro es de Huidobro. Lee en voz inaudible Altazor. Un fragmento. El chico hace varias cosas: se pone el tocado sobre la cabeza, activa un ventilador, juega con una suerte de paracaídas, se mueve. La sala suena gracias a todo ello. Cuando el joven termina de leer, enciende las luces de la sala revelando que los asistentes se han acomodado alrededor, contra las paredes, lejos del centro. Nadie quiere estar en el centro; digamos que así es la vida y no está mal. El chico se mueve ya sin el ventilador ni el paracaídas, solamente lleva el tocado que señala y amplifica todo lo que hace. Juega con las personas: sus movimientos amariconados van un soplo más allá de los movimientos simples y austeros; su cuerpo toma posturas raras; el movimiento simultáneo de sus dedos, ojos, labios, hombros, cadera (...) resulta de pronto de más valor que el utilizar los dedos, los ojos, los labios, los hombros o la cadera. Todo esto ocurre en un jugueteo en el que usa sus nalgas con las personas, jugueteo que sucede en la periferia, evitando así lo espectacular. Los movimientos parecen producirse en secuencias intermitentes. La gente ahí, ¿qué estará sucediendo con la gente allí? Presumiblemente están todos llevando sus inteligencias al límite de sus preconcepciones. Lo anormal, lo barroco, lo fatuo, lo adornado, lo excesivo. El pensamiento se mueve, el chico se mueve, el pensamiento se mueve, el chico... Al moverse, el mundo suena. Los presentes han sido colocados en un borde, el de lo contemplativo.

Bosanova. La tensión pasa pero el estado contemplativo no se dispersa. El chico toma la escalera y la transporta. El chico tiene tumbao al caminar y se desplaza fortuitamente por la sala en recorridos que parecen no llevar a ningún punto hasta que instala la escalera bajo una lámpara, cosa para la que podía haber evitado tanto adorno, pero no. Se sube a la escalera. Deja de subir a media altura y sus gestos corporales expresan gozo. Los pantalones bajan, el cuerpo toma una postura arqueada. A la altura de los ojos de los seres que contemplan va a presentar el objeto que lleva dentro de su cuerpo. Lo que se está a punto de atestiguar es de la naturaleza de un proceso que termina cuando el objeto es expulsado del cuerpo y cae. Un huevo se hace pedazos contra el suelo. Porque un huevo también cae.

 

CROSSOVER ES UNO DE LOS PROYECTOS DEL ARTISTA CARLOS MARÍA ROMERO EN EL QUE SE ENCUENTRA MÁS REFINADA LA OPERACIÓN DE SUGERIR AL ESPECTADOR QUE COMPLETELA OBRA O, QUE SEA ÉSTE QUIEN LA REALICE. SEGÚN MARÍA, EL PROYECTO SE ESCAPA DE LA CATALOGACIÓN COMO PERFORMANCE Y PREFIERE LLAMARLO “EVENTO”, UN EVENTO QUE NO SE HA PERCIBIDO DE LA MISMA MANERA CADA UNA DE LAS VECES QUE SE HA PRESENTADO DESDE 2012 EN LA GALERÍA SANTAFÉ EN BOGOTÁ, LA TURNER CONTEMPORARY EN EL REINO UNIDO, LA DOUBLE DOUBLE LAND EN CANADA, ENTRE OTROS LUGARES. EL TÉRMINO CROSSOVER HACE ALUSIÓN A LA RUMBA BARATA QUE SE PROGRAMA PARA QUE TODOS LA DISFRUTEN Y QUE, AL FINAL, NADIE TERMINA HACIÉNDOLO. 

 

http://salivastring.tumblr.com/post/107499233436/exclama-edicion-19-marzo-mayo-2013-arte

https://www.youtube.com/watch?v=6G8imDvgjVw

http://www.revistaexclama.com/